Ícone do site Tribuna de Minas

JF ganha centro de qualificação

PUBLICIDADE

Foi inaugurado ontem o Núcleo de Tecnologia Gráfica Sérgio Augusto Pícoli, o primeiro centro de qualificação do profissional gráfico da Zona da Mata. O início das atividades está acompanhado dos desafios de encurtar a distância entre o trabalhador e a capacitação na área e suprir a carência de mão-de-obra qualificada para o ramo, constatada na cidade e região. O núcleo, situado na unidade Senai Centro de Formação José Fagundes Netto, é uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por meio da Fiemg Regional Zona da Mata e do Senai, em parceria com o Sindicato das Indústrias Gráficas de Juiz de Fora (Sindigraf-JF).

 A solenidade contou com a presença do presidente do Sistema Fiemg, Olavo Machado Junior, do superintendente regional do Sesi MG, Raul Von Sperling, do presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, além de uma comitiva de dirigentes sindicais, gestores do sistema, autoridades políticas e lideranças empresariais de todo o estado.

PUBLICIDADE

O diretor da unidade Senai, José Cláudio de Andrade Biscotto, destaca a possibilidade de reduzir custos com treinamento de pessoal, já que o trabalhador não precisará mais sair da cidade em busca de qualificação. "O funcionário poderá trabalhar e estudar. Quem viaja para fazer um curso deixa a empresa na mão." A partir da inauguração, comenta o diretor, haverá compra de insumos, treinamento de pessoal e levantamento de cursos, visando a oferecer na cidade produtos já aplicados ao setor. "Vamos precisar do apoio das indústrias para nos orientar, para que possamos oferecer o que elas precisam, com a prioridade necessária."

Sem esconder a emoção, o presidente do Sindigraf-JF e patrono Sérgio Augusto Pícoli destacou a importância da "escola", como define, para Juiz de Fora e região. "Vai trazer bons resultados, ajudando a formar profissionais para o setor, carente de mão-de-obra." Pícoli ressaltou o fato de a cidade ser o segundo maior parque gráfico do estado, lembrou a luta antiga pela concretização do sonho e destacou o apoio decisivo da Fiemg e dos empresários do ramo. "Estou muito emocionado e agradecido ao setor gráfico de Juiz de Fora, aos empresários que tanto acreditaram nesta iniciativa."

Investimento

Segundo Pícoli, foram investidos cerca de R$ 400 mil no núcleo, com recursos da Fiemg para oferecer uma escola de alta tecnologia e excelente maquinário, ideal para a formação técnica dos alunos e capaz de contemplar todas as fases do processo de impressão. O presidente comemorou a elevada procura pelo primeiro curso, cerca de quatro candidatos por vaga, e destacou a vasta gama de possibilidades para especialização no ramo.

PUBLICIDADE

Para o presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior, o setor gráfico da cidade está em crescimento. "Juiz de Fora tem gráficas importantes não só em Minas, mas em todo o Brasil. A Fiemg está fazendo o papel de apoiar aquilo que a indústria mineira precisa seja lá onde esteja". Já o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, lembrou que a implantação do núcleo foi um projeto pleiteado durante muito tempo pelo Sindigraf-JF e agora concretizado com o apoio do Sistema Fiemg, através da regional. "Esta inauguração representa uma ação de extrema relevância para o desenvolvimento socioeconômico de toda a região. Este novo polo de aprendizagem é consequência da valorização do trabalho conjunto, voltado para o fomento da cadeia produtiva e do desenvolvimento social."

 

PUBLICIDADE

Cursos suprirão demanda de indústrias

O primeiro curso oferecido é o de aprendizagem industrial em impressor offset. O curso é regular, tem duração de seis meses e é gratuito. As aulas começam no dia 25 de julho. A primeira turma será composta por 15 alunos, aprovados no Processo Seletivo Unificado. O público-alvo são jovens com idade entre 16 e 23 anos e ensino fundamental completo. De acordo com Biscotto, com a qualificação, os alunos terão a oportunidade de serem contratados pelas empresas do ramo na condição de aprendizes.

A partir do segundo semestre, a meta é oferecer cursos de qualificação e aperfeiçoamento para atender as principais demandas das indústrias gráficas juiz-foranas. Entre as áreas estudadas estão as de operador de máquina de guilhotina e grampeadeira. Na opinião do diretor, os trabalhadores precisam conhecer a história da gráfica e a sua evolução, além de estarem aptos a operar equipamentos em diversas funções. A oferta de cursos técnicos também está nos planos futuros.

 O núcleo vai funcionar em um espaço de 230 metros quadrados, com oficina gráfica, sala de aula para 20 alunos, câmara para gravação de chapas e almoxarifado. Os alunos terão acesso à impressora offset monocolor, prensa gravadora, serrilhadeira elétrica, mesa de luz, mesa de apoio, máquina grampeadeira industrial, máquina guilhotina, tanque para revelação, além de todos os instrumentos de apoio necessários ao ensino das tecnologias.

PUBLICIDADE

 "Estamos certos de que a implementação deste projeto estabelecerá as bases para o crescimento sustentável da indústria gráfica da cidade e região, colaborando para a formação multidisciplinar de mão-de-obra para o setor gráfico e minimizando o principal problema da categoria: a escassez de profissionais qualificados", define Pícoli.

 Em Minas Gerais, até então, a formação profissional para o setor era centralizada no Senai Cecoteg, localizado em Belo Horizonte. Além do núcleo em Juiz de Fora, outros quatro serão inaugurados em áreas estratégicas no estado: Pouso Alegre, Uberaba, Uberlândia e Varginha.

Sair da versão mobile