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Após negociação, Sinttro suspende Operação Preguiça

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Reunião aconteceu no Ministério do Trabalho
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Reunião aconteceu no Ministério do Trabalho

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Após quase cinco horas de negociações a portas fechadas na Gerência Regional do Trabalho e Emprego, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo (Sinttro) e a Astransp acenaram para a possibilidade de assinatura do acordo coletivo entre as categorias. Com isso, também foi suspensa qualquer possibilidade de realização da Operação Preguiça, que estava prevista para a próxima segunda-feira, dia 5. A suspensão do movimento já havia sido acordada em reunião realizada entre o Sinttro e os promotores Plínio Lacerda e Paulo César Ramalho na última quinta-feira.

Entre os pontos do acordo já definidos estão aumento de 8,43% nos salários dos trabalhadores, gratificação de 3% para os funcionários com mais de cinco anos na empresa, abono de férias de 10% para funcionários que não tiveram faltas e de 5% para os que faltaram até cinco vezes. Também foi definido aumento no tíquete-alimentação, que passa de R$ 190 para R$ 210. Os únicos pontos que os sindicatos ainda não chegaram a acordo foi quanto à supressão da cláusula que trata de intervalo e dobras.

Segundo o presidente do Sinttro, José Pedro Franco Ribeiro, a operação foi suspensa após assembleia realizada na quinta. "Nosso objetivo não é prejudicar os usuários, que pagam passagem. E nos comprometemos com o Ministério Público." Na próxima semana, o sindicato fará assembeia para avaliar se a proposta será aceita. "Conseguimos alguns avanços e suspendemos a operação, mas a greve ainda não está descartada." Esta foi a quinta rodada de negociações entre sindicatos patronal e de trabalhadores. Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão reajuste de 12,15%, aumento do seguro de vida para R$ 15 mil, abono de 30% sobre as férias, Tíquete de R$ 250, aumento do salário do cobrador para 60% do vencimento do motorista entre outros itens.

De acordo com o presidente da Astransp, Fernando Goretti, a negociação foi positiva. "Sabemos da necessidade e que a categoria merece. Mesmo com uma negociação calorosa, chegamos a um acordo dentro o esperado."

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