
Mais de cem taxistas de Juiz de Fora tomaram o plenário da Câmara nesta quarta-feira (2) reivindicando o reconhecimento da legitimidade das 433 placas concedidas sem licitação durante a década de 80. Munidos de faixas e cartazes, os trabalhadores alegaram que a concessão não foi responsabilidade da categoria, e, portanto, ela não pode ser prejudicada com a decisão de retirar de circulação estas placas. O grupo ressaltou ainda que dentre os permissionários há idosos, deficientes e muitas famílias que têm o táxi como única fonte de renda.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Taxistas, Aparecido Fagundes, a entidade tem dado amparo judicial à causa. “Hoje nós viemos mostrar aos vereadores quem são os donos destas placas, as famílias que serão prejudicadas por conta de uma lei arbitrária, que retira delas o direito ao próprio sustento. Para a população juiz-forana, o importante é que tenham táxis circulando nas ruas, e não quem está dirigindo. Há pessoas aqui que dedicaram uma vida ao serviço de táxi, e agora, por questões e idade ou saúde, mantêm a placa com o trabalho de auxiliares.” Segundo ele, o ideal seria que a legitimidade dessas placas tivesse a mesma duração do período de concessão proposto na licitação que está ocorrendo no município, que é de 16 anos podendo ser prorrogado por igual período.
O presidente da Associação dos Taxistas, Luiz Gonzaga, esteve no local e manifestou apoio à causa. “Não tem ninguém errado nessa história. É uma situação que se arrastou por anos, e agora não é justo que tantas famílias sejam punidas.”
Uber
Ainda nesta quarta, na Câmara, o projeto do vereador Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC) que estabelece que carros particulares sejam impedidos de circular como lotação passou em primeira discussão. O resultado foi aplaudido pelos taxistas que estavam presentes no Legislativo. A matéria deve retornar nesta quinta para votação definitiva. De acordo com o disposto na proposição, a proibição tem por objetivo assegurar o exercício da atividade por taxistas devidamente identificados. A peça prevê que o impedimento seja extensivo a estabelecimentos comerciais e empresas administradoras de aplicativos como, por exemplo, o “Uber” que tem sido alvo de polêmicas em vários municípios do país.
