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Cândido Tostes investe em projeto de biogás

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O Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), que pertence à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) está implantando um laboratório de análise de água e efluentes. O projeto irá auxiliar nas pesquisas para desenvolver tecnologia capaz de garantir aos produtores de gado leiteiro novas fontes de renda. A ideia é aproveitar a biomassa agrícola como insumo energético, utilizando resíduos da agropecuária como alternativa para a geração de energia elétrica. Cerca de R$ 95 mil serão investidos na estrutura do laboratório, parte do projeto para obtenção de energia elétrica e biofertilizantes a partir do biogás gerado por dejetos da pecuária. A ação é coordenada pela Embrapa Gado de Leite, e conta com a participação de outras instituições privadas e públicas, entre elas a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

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O custo total do projeto que estuda a tecnologia para produção de energia elétrica a partir de biogás gerado por dejetos da pecuária leiteira é de R$ 750 mil, com recursos da Embrapa, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Estamos testando a tecnologia antes de repassá-la aos produtores. Nossa ideia é de que os produtores sejam cocriadores de energia, queimando o biogás para transformá-lo em energia elétrica e repassá-los às companhias energéticas. Além da reeducação ambiental, pela destinação correta dos dejetos, explica o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Marcelo Henrique Otenio.

Ainda não há previsão do retorno econômico que a tecnologia poderá trazer aos produtores. É um projeto de pesquisa de duração de três anos. Estamos testando a tecnologia, buscando exatamente estas respostas. A expectativa é de que a transferência do conhecimento tenha início do início de 2014. O objetivo é treinar cem técnicos da Emater de Minas Gerais e Paraná, e da Incater, do Espírito Santo. Cada um deve repassar a técnica para cerca de cem produtores, multiplicando a tecnologia, que deverá estar disponível para produtores com rebanho acima de 50 ou cem animais, explica Marcelo.

Responsável pela implantação do laboratório do ILCT, a pesquisadora da Epamig, Claudety Barbosa Saraiva, explica como a instituição irá auxiliar no desenvolvimento da tecnologia. Vamos fazer as análises de amostras de dejetos, que serão biodigeridas sem a presença de oxigênio. O processo gera dois produtos. Um deles, o gás metano, será usado na geração de energia elétrica. A expectativa é de que o laboratório entre em operação até o final do ano.

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