O Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF) promoveu na manhã deste sábado (2) mais uma assembleia para definir os rumos do movimento. No último dia 30, a categoria paralisou as atividades durante 24 horas. A greve, segundo o sindicato, obteve a adesão de mais de 90%. Os docentes reivindicam reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 5% de ganho real, além de participação na campanha salarial nacional do magistério. "Há quase dez anos estamos sem ganho real, só com a reposição da inflação", observou o coordenador geral do Sinpro, Flávio Bitarello. O encontro de ontem reuniu cerca de 200 professores no Sindicato dos Bancários. "A categoria está em estado de alerta. Teremos mais três rodadas de negociação com o sindicato patronal antes da próxima assembleia. Se não houver acordo, os professores poderão convocar uma nova paralisação", afirmou Bitarello. Ele destacou que o movimento já conquistou uma vitória, a data-base da categoria, que inicialmente era no dia 1º de fevereiro, foi remanejada para o dia 23. O sindicato calcula que cerca de 1.800 profissionais atuam em 160 estabelecimentos de ensino na cidade, entre creches, escolas e faculdade particulares. As negociações entre os representantes do Sinpro e das escolas privadas estão marcadas para ocorrer nos dias 5, 12 e 15 de junho. A próxima assembleia da categoria deverá ser realizada no dia 16.
