Ícone do site Tribuna de Minas

Audiência debate situação dos trabalhadores de empresas de call center

540788645

540788645

Plenário ficou lotado de trabalhadores do setor
PUBLICIDADE

Plenário ficou lotado de trabalhadores do setor

PUBLICIDADE

Com o plenário da Câmara Municipal abarrotado, o legislativo debateu nesta quinta-feira (02), em audiência pública, denúncias sobre más condições de trabalho que estariam ocorrendo em empresas de call center de Juiz de Fora. Com discursos acalorados, jovens trabalhadores – que são maioria no setor – relataram rotinas de pressão psicológica, assédio moral e carga horária excessiva.

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Minas Gerais (Sinttel/MG) também expuseram seus pontos de vista. "Não queremos transferir responsabilidades para a Câmara, mas mostrar o que acontece para que, no futuro, quando houver projetos de isenção de impostos para novas empresas, saibam mais sobre os empregos", ressaltou o secretário geral Sinttel, Tiago Santana.

Conforme pontuou o vereador Roberto Cupolilo (Betão – PT), o relato dos trabalhadores de Juiz de Fora é semelhante ao que se vê no país. "Vamos apurar estas denúncias e pedir à Prefeitura e ao Estado informações sobre a contrapartida destas empresas para o município." A vereadora Ana Rossignoli (PDT) levantou a questão salarial. "Quem procura empregos em call center são os jovens, que querem crescer, mas acabam encontrando condições precárias e abusos." Os vereadores vão enviar representação ao Ministério Público do Trabalho para que as denúncias sejam verificadas.

O superintendente da AlmaViva, Marcelo Machado, reiterou que a empresa encontra-se aberta para o diálogo. "Escolhemos Juiz de Fora pelo potencial que ela nos apresentou. Hoje oferecemos três mil postos de trabalhos. Estamos abertos para conversar com o sindicato e os vereadores." Representantes da Brasil Center e da Cercred foram convidados, mas não compareceram.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile