
Walban Damasceno diz que linha de produção pode ser ampliada (Felipe Couri/01-04-15)
Becton Dickinson (BD) Juiz de Fora descartou o risco de redução do quadro de funcionários da empresa, após encerrar período de férias coletivas de cerca de 180 trabalhadores na unidade do município. As informações foram dadas pela diretora industrial da unidade, Ana Paula Santiago, e pelo diretor de assuntos corporativos em São Paulo, Walban Damasceno, durante visita ao Grupo Solar de Comunicação. A direção do grupo ainda afirmou que há expectativa de investimentos em novas linhas de produção na planta juiz-forana, mas não quis adiantar os projetos. A BD, que completa 60 anos de instalação na cidade, possui cerca de 1.600 funcionários em todo o Brasil, sendo 700 somente em Juiz de Fora, onde fabrica cateteres (Angiocath e Insyte), cânulas de aço inoxidável e outros componentes utilizados por unidades da BD no exterior para a produção de agulhas.
Segundo o diretor de assuntos corporativos da BD em São Paulo, Walban Damasceno, os detalhes sobre os investimentos na cidade não poderão ser antecipados. Ele ressaltou que a multinacional, por enquanto, acompanha o cenário de retração econômica. “A área de saúde é um dos últimos pilares da economia, o que significa que quando ela entra em crise é porque a situação está crítica. O problema que estamos vivendo no momento é uma redução de compras do segmento governamental, principalmente entre o final do ano passado e o início deste ano. Esta diminuição se deve ao recuo no número de licitações e orçamentos ainda não aprovados”, avalia. Walban acrescenta que com a recente aquisição da empresa CareFusion, o potencial de crescimento da BD cresceu, algo que deve refletir no Brasil. “A tendência é que a gente traga novas tecnologias, produtos e aumente o investimento.”
No início de março, houve preocupação com possíveis demissões na BD quando os funcionários da área de produção de descartáveis entraram em férias coletivas. Walban explicou que a medida foi tomada como forma de reajuste interno. “Assim como outros empresários, tínhamos a expectativa positiva de crescimento do país e desenvolvemos neste sentido. Quando percebemos que o avanço não ocorreu como o esperado, aproveitamos a oportunidade para realizar ajustes. Já tínhamos uma linha que estava com excesso de produção e percebemos que havia chegado a hora de ajustar. Decidimos assim que este período era o ideal para dar férias coletivas. Os funcionários retornaram hoje (ontem) ao trabalho, e não há perspectiva de demissão.” O diretor explica que a empresa está reduzindo despesas operacionais e espera um restabelecimento econômico a partir de abril.

