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Diagnóstico aponta foco na sustentabilidade

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Juiz de Fora foi um dos três municípios mineiros mapeados pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur) através de diagnóstico do setor hoteleiro. O objetivo do estudo foi levantar indicadores e iniciativas de sustentabilidade dos empreendimentos nas cidades que receberão delegações durante os Jogos Olímpicos deste ano. As outras cidades contempladas são Belo Horizonte e Uberlândia.

No município, que receberá delegações do Canadá e da China, 60% dos hotéis entrevistados afirmam divulgar medidas de sustentabilidade para o hóspede, a maioria por meio de instruções da estadia nos quartos ou ambientes do espaço. Em Juiz de Fora, a exemplo das outras duas, menos da metade dos estabelecimentos utilizam as redes sociais como meio de comunicação, e menos de 20% possuem perfis nas redes sociais. “Este é um ponto a ser melhorado, visto que o turista busca cada vez mais informações sobre os destinos, incluindo os meios de hospedagem, nas redes”, afirma o diretor de Pesquisa, Estatística e Informação Turística da Setur, Rafael Oliveira.

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O mapeamento aponta ainda que o preço médio da diária na cidade é de R$ 98,40. Cada estabelecimento possui cerca de 180 leitos, sendo que 8% são adaptados para pessoas com baixa mobilidade. Para a maioria (53,3%), a situação atual dos investimentos realizados no estabelecimento é estável, sendo que 46,7% encontram-se em expansão. O faturamento, para a maioria (66,7%), está em queda. Para 20%, encontra-se estável e apenas 13,3% apresentaram expansão. A perspectiva para o mercado de hotelaria para os próximos 12 meses é considerada pior (53,3%), estável (33,3%) e em expansão (13,3%) nestes percentuais.

Ainda segundo o diagnóstico, a maioria (53,3%) possui espaço para eventos. Entre os produtos e serviços disponíveis aos clientes estão informações turísticas (60%), serviço bilíngue (33,3%), elevador adaptado (33,3%), aluguel de carro (26,7%) e agência de viagens (20%). Cada estabelecimento mantém, em média, 25 funcionários, sendo que 13% possuem formação em turismo.

Conforme a Setur, cerca de 60% dos produtos adquiridos do total de compras, por ano, são de origem local. Ainda sobre a cidade, 53,3% afirmaram possuir iniciativas para redução da emissão de gases ou sistemas de baixo impacto em consumo de energia, como placas solares e sensores de presença. A esmagadora maioria (93,3%) não possui iniciativas para tratamento de dejetos, mas grande parte (60%) mantém técnicas para economizar água e lixeiras para coleta seletiva (53,3%), além de iluminação completa de lâmpadas LED (53,3%).

 

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Competitividade

De acordo com Oliveira, os resultados apontam que há uma preocupação do setor em criar estratégias de sustentabilidade para melhorar a prestação de serviços e aumentar a competitividade, como o consumo de produtos regionais que incentivam o desenvolvimento da economia local. A aplicação, no entanto, ainda pode existir em maior escala, como a busca por certificações voluntárias de qualidade de prestação de serviço ou sustentabilidade ambiental. O diagnóstico completo abrange, ainda, dados sobre acessibilidade dos quartos, coleta seletiva e ações efetivas de conservação da biodiversidade local. As informações estão disponíveis no Observatório do Turismo de Minas Gerais, no link www.minasgerais.com.br/observatorioturismomg.

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