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Preço de cesta de Natal varia de R$ 28,90 a R$ 1.300

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Itens importados determinam valor da cesta
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Itens importados determinam valor da cesta

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As cestas de Natal ganham cada vez mais espaço no mercado juiz-forano e se apresentam como opção para todos os gostos e bolsos de consumidores. Pesquisa feita pela Tribuna em oito estabelecimentos aponta que os preços variam de R$ 28,90 a R$ 1.300. A quantidade de itens, a sofisticação dos produtos e a presença de importados são determinantes para os preços.

No supermercado Makro, são vendidos seis tipos de cesta, com custos que vão de R$ 28,90 a R$ 99,90. O mais barato, da linha "Sonhe", traz 17 itens, como lentilha, bombons, ameixa, azeitona, goiabada, biscoitos e sidra. A linha "Celebre" possui mais produtos, 26 no total, e inclui vinho importado. "A cesta tem outros diferenciais como espumante, panetone trufado e pêssegos em calda. Os itens são mais sofisticados, por isso, ela é mais cara", explica a funcionária responsável pela operação de vendas, Marilei Pessoa.

No Mart Minas, a diferença de preços entre os dois modelos comercializados é de R$ 50. A vendedora Bárbara Gomes diz que ambos estão sendo muito procurados. "Na hora da compra, os consumidores valorizam preço, qualidade e originalidade." Segundo ela, neste primeiro momento, as empresas são responsáveis por alavancar as vendas. "As pessoas deixam as compras para mais perto da data, o que é arriscado, pois os produtos podem acabar", alerta.

Além dos supermercados, também é possível encontrar as cestas de Natal em delicatessens e casas especializadas em artigos importados. Nestes estabelecimentos, há opções para a compra de modelos prontos e personalizados. Na Garrafaria, o proprietário Aluízio Lima informa que as cestas prontas têm preços de até R$ 1.300. "Trabalhamos com produtos importados, como vinho chileno, champanhe francesa, uísque e chocolate suíço." Ele garante que, apesar da alta do dólar, os valores não subiram mais do que 5% em relação ao ano passado. "Trabalhamos com estoque de mercadorias para garantir o bom preço."

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Os clientes também podem optar por elaborar a própria cesta de Natal . "Neste caso, orientamos o consumidor de acordo com o que ele deseja. A margem de custo é ele quem define. Temos uísque que custa R$ 1.400, mais do que a cesta mais cara", informa Aluízio.

Na delicatessen Sabor de Minas, o consumidor pode elaborar a cesta sem restrições a partir de R$ 60. "Este é o valor que considero razoável para a confecção de um modelo mais básico e com qualidade", garante a proprietária Graciane Mota. Na Requinte Frios, o proprietário Silvino de Castro também trabalha com cestas personalizadas. "Oferecemos um direcionamento conforme o perfil do cliente. Mas colocamos apenas produtos natalinos como vinho, bacalhau, frutas secas, azeite e compota de doces." Ele diz que já possui 25 encomendas para a próxima semana. "Acreditamos que a procura irá aumentar nos próximos dias, por isso, também trabalhamos com o modelo pronto na faixa de R$ 200."

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O empresário Célio Vidal, 40 anos, é um dos consumidores que opta pela personalização da cesta. Ele garante que, com cerca de R$ 150 é possível elaborar um modelo que alie sofisticação e bom gosto. "Não abro mão de um bom espumante nacional, frutas secas e chocolates. É bom pensar em produtos de qualidade e que mantenham a praticidade."

 

Concorrência

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De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, a venda de cestas de Natal representa um incremento para os estabelecimentos. "Muitas empresas mantêm a tradição de presentear os funcionários no final do ano e são elas as principais responsáveis pela demanda." Ele explica que, por precisarem da emissão de nota fiscal, as companhias buscam as cestas no mercado formal. "A compra em varejo ainda disputa com o mercado informal. Há muitas pessoas que compram os produtos, montam as cestas e revendem." Mesmo com a concorrência, Beloti acredita que os estabelecimentos que apostam na venda de cestas conseguem um diferencial. Dados do Sindicomércio-JF apontam que o setor de supermercados e bebidas deve crescer entre 8% e 10% no final de ano.

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