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Minaspetro atribui alta da gasolina à variação de preços na refinaria e carga tributária

combustivel
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Após publicação de matéria pela Tribuna, nesta sexta-feira (1º), mostrando o aumento dos preços de combustíveis nas bombas às vésperas do carnaval, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) encaminhou posicionamento ao jornal, afirmando “que é fundamental esclarecer quem é o real vilão por trás dos altos custos dos combustíveis”. Por meio de nota, a entidade, que representa cerca de quatro mil postos no estado, atribui os valores ao custo de ICMS e às variações diárias do petróleo nas refinarias. A Tribuna destaca, entretanto, que, na véspera da publicação, o Minaspetro foi procurado e afirmou, por meio de sua assessoria, que “não comenta preço de bomba dos combustíveis”.

Na nota, o Minaspetro diz que Minas Gerais possui o segundo valor de ICMS mais caro em todo o Brasil. “Somente de impostos (ICMS, PIS/COFINS e CIDE), a gasolina possui R$ 2,1992, ou seja, em muitos casos, representa quase que 50% do preço final pago pelo consumidor.” Outro fator que impactaria o preço é a variação que o derivado de petróleo sofre diariamente nas refinarias da Petrobras. Conforme a entidade, na segunda quinzena de fevereiro, o valor da gasolina subiu em quatro oportunidades, saindo de R$ 1,5581 para R$ 1,6538. “O Minaspetro ressalta que os postos, sendo o último e mais visado elo no segmento de distribuição e revenda, dependem de decisões e repasses – caso estes aconteçam – por parte dos outros agentes do setor; ou seja, Governo, refinarias, usinas de etanol e companhias distribuidoras.”

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Na matéria, a Tribuna mostrou que a última coleta realizada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no dia 19, apontava que os preços médios praticados na cidade eram de R$ 4,672 (gasolina) e R$ 2,988 (álcool). Essa semana, no entanto, os valores estão muito acima desses percentuais. Nesta quinta-feira (28), era praticamente impossível achar etanol abaixo de R$ 3 o litro. Em contrapartida, era fácil achar gasolina custando mais de R$ 4,79 no mercado local.

 

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