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A primeira música de Jujuba e os Chicletes

jujuba e os chicletes
Jujuba e os Chicletes
Luciano, Hamilton, Juliane, Victor e Guilherme na sacada do Estúdio Versão Acústica, em São João Nepomuceno (foto: Lucas Machado/Divulgação)
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Hamilton Moraes diz que, se um grupo pudesse ser resumido em uma expressão, Jujuba e os Chicletes poderia ser resumido em “um grande caldeirão”. Isso porque a banda reúne influências do blues, do rock e do jazz e transpõe tudo isso em temas clássicos na música nordestina, desde forrós e xotes a afoxés e reggaes, com licenças em improvisos nos trechos instrumentais. O trabalho desenvolvido desde 2018 ganha outro contorno a partir desta sexta-feira (31), com o lançamento do primeiro single do grupo, “Não quero mais”, nas principais plataformas digitais.

Jujuba e os Chicletes surgiu a partir do interesse de Hamilton, guitarrista e produtor do projeto, na música do Nordeste brasileiro. Ele já conhecia os clássicos de Dominguinhos, mas um disco de Sandro Haick dedicado ao sanfoneiro foi a porta de entrada para que ele se aprofundasse nos estudos e, a partir disso, conhecesse um novo artista, muito mais versátil do que ele imaginava. Veio, então, a vontade de tocar forró. Mas o diferente seria, junto disso, explorar os ritmos com quais ele já criou intimidade nesses quase 30 anos de carreira. “Foi uma identificação grande com o ritmo que fez a gente buscar algo que inicialmente não tinha nada a ver com o nosso universo musical e transitar em cima desse outro universo de improvisação, trabalhando os ritmos, as harmonias dentro da música nordestina.”

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No começo, a banda era um trio, formado também por Victor Rozeni, no baixo, e Guilherme Negrito, na bateria. Como eles não tinham os instrumentos clássicos (sanfona, zabumba, pandeiro e triângulo), o jeito foi tirar as linhas melódicas na guitarra e instaurar um novo estilo, quase um “forró-jazz”. Juliane Falcão veio a se juntar com a voz, e, depois, se tornou a compositora da banda. Mais recentemente, Luciano Baptista, velho parceiro de blues de Hamilton, se juntou ao grupo com a gaita e a flauta.

Da visitação às músicas autorais

O que era uma visitação das músicas clássicas se tornou um trabalho autoral no começo da pandemia, com a falta de shows. “Foi a partir desse incômodo da pandemia que a gente achou essa solução da composição para trazer ao grupo uma cara diferente”, Hamilton afirma, acrescentando que esse trabalho é o que dá uma nova cara a Jujuba e os Chicletes. A partir de um financiamento coletivo, as gravações de quatro músicas no Estúdio Versão Acústica, em São João Nepomuceno, foram possíveis. “Não quero mais” veio a ser a primeira pela proximidade com o Réveillon. Ela fala sobre uma série de situações violentas que assolam a população. No refrão, o nome da música é repetido várias vezes, reafirmando a vontade de mudança. “Nessa época paira um sentimento de não querer mais. Veio, então, nesse ímpeto de reforçar essas coisas e poder lançar uma mensagem social bacana.” A referência à música nordestina não está só no ritmo, mas também na letra. É, propositalmente, um lamento dançante.

As outras três músicas serão lançadas nas sextas-feiras de janeiro, revelando, nas letras, outras inspirações, como, por exemplo, o viver em Minas. “A gente vai misturando tudo”, afirma Hamilton. Logo depois, elas estarão juntas no EP com a previsão de lançamento para o dia 2 de fevereiro. Junto disso, serão lançadas produções audiovisuais feitas durante a gravação das músicas, no YouTube.

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