
Primeira edição do evento, em 2012, reuniu cerca de 300 pessoas no Parque Halfeld
“The walking dead”. “Extermínio”. “A noite dos mortos-vivos”. “Zumbilândia”. “Guerra Mundial Z”. “Terra dos Mortos”. “Todo mundo quase morto”. “Z nation”. “Orgulho e preconceito e zumbis”. “Thriller”, de Michael Jackson. “Zumbis Marvel”. “Meu namorado é um zumbi”. Não importa a época ou a mídia: o conceito de seres humanos voltando dos mortos para comer cérebros, braços, pernas e vísceras em geral provoca calafrios, medo e pesadelos em alguns, ao mesmo tempo que se transformou em objeto de culto para tantos outros. Para os fãs dos mortos-vivos e derivados, será realizada neste sábado, no Parque Halfeld, a terceira edição do “Zombie walk JF”, em que crianças, jovens e adultos se transformam num pequeno exército de zumbis por meio de fantasias, maquiagens e uma bela quantidade de sangue falso, arrastando pernas e soltando grunhidos para divertirem-se e entrarem no clima das histórias de horror.
A ideia de se criar uma parada/passeata zumbi remonta ao ano 2000, quando foi realizado um flash mob morto-vivo durante uma convenção nerd na cidade norte-americana de Milwaukee. No ano seguinte, em 19 de agosto de 2001, aconteceu na californiana Sacramento a “The zombie parade”, atualmente em sua 14ª edição. A brincadeira de gente grande foi a inspiração para o primeiro evento a receber a alcunha “Zombie walk”, em 2003, em Toronto, no Canadá: no total, seis gatos pingados entraram na onda.
A partir daí, porém, festas do tipo começaram a ocorrer em diversos lugares do mundo, ainda mais com o hype zumbi proporcionado pela série “The walking dead”, seja em Adelaide e Brisbane, na Austrália, Santiago, no Chile, Pittsburgh, nos Estados Unidos, ou na portuguesa Lisboa. No Brasil, a primeira cidade a promover a parada zumbi foi Belém (PA), em 2006, mas atualmente o evento está presente – além de Juiz de Fora – em lugares como Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Curitiba, Uberaba, Volta Redonda, Votuporanga, Araraquara, Recife, Maceió e Bagé, entre inúmeras outras. Em Salvador, por exemplo, os fanáticos por mortos-vivos se reúnem também neste sábado; cariocas e paulistanos promovem suas paradas no domingo.
Organizadora do evento em Juiz de Fora, a produtora Thamiris Carvalho é fã de filmes de horror e sci-fi em geral, mas tem um cantinho todo especial no seu coração “desmorto” para os filmes de zumbi italianos e franceses dirigidos por nomes como Dario Argento e Umberto Lenzi. Segundo ela, cerca de 280 pessoas compareceram ao” Zombie walk” de 2013. Sobre o conceito da parada, ela acredita que pode ser definido como “um monte de fanboys de zumbis sendo zumbis por um dia, em algum lugar público. É um pessoal muito jovem, que de fato está nessa geração de ‘The walking dead’. A série serve para que eles conheçam mais sobre zumbis, horror etc.”
“A caracterização é a melhor parte. O povo faz coisas muito legais, tem gente que vai de qualquer jeito, mas fica bem dividido”, acrescenta ela, que já participou de duas edições da “Zombie walk” paulistana. “A gente acaba conhecendo e fazendo amizade com o pessoal das outras cidades. O conceito é exatamente o mesmo, ligação não falta.”
ZOMBIE WALK JF
Neste sábado, às 15h
Parque Halfeld

