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Leituras e filmes celebram Drummond

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Juiz de Fora – No dia em que se comemora os 110 anos de nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade, a doutora em estudos linguísticos e membro da Academia Juiz-Forana de Letras, Nazaré Laroca, revisitou uma das maiores relíquias que possui. Lacrada em envelope azul-claro, vindo da Rua Conselheiro Lafaiete, no Rio de Janeiro, a folha de papel de seda personalizada trazia uma resposta inesperada. "Rio, 8 de julho de 1974. Obrigado, amiga Nazaré, pelo breve e essencial poema que me enviou e que tem, igualmente, ‘a doçura das coisas não compradas’. O abraço afetuoso e a admiração de Carlos Drummond."

A carta respondia ao poema "Descoberta", escrito pela então professora da UFJF. "Com a doçura das coisas não compradas,/De repente a água/No corpo da rocha fez morada/E abrigo de sonhos/Em gestação antiga e só./ No seio de cada pedra/Pétala de rosa surpreendida/ Misteriosamente cotidiana", diziam os versos endereçados ao poeta, que só foram publicados em 2000, na obra "Sem cerimônia".

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"Eu era jovem e atirada. Amava a obra de Drummond e escrevi sem a menor esperança de resposta", confessa. Qual não foi a surpresa de Nazaré quando a mensagem chegou à Rua Santa Rita, onde morava na época. "Ele teve o cuidado de responder à mão, o que só mostra que, além de um grande poeta, era um homem gentil e sensível.

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