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Diário de bordo

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A paixão pela arquitetura e cultura espanhola fez com que eu procurasse uma cidade não tão badalada pelos roteiros turísticos brasileiros, mas não por falta de beleza e imponência. A viagem começou por Barcelona e terminou em Valência, onde permaneci durante um mês para fazer um curso de espanhol e visitar a cidade, não por acaso chamada de tapete de flores. Fui em pleno verão europeu, e fazia um calor que beirava os 40º. Para me refrescar, fui obrigado a recorrer às belas praias e fontes espalhadas ao longo da cidade.

Chegando à Valência, o primeiro impacto. Tudo fechado em plena terça, às 15h, graças à famosa siesta, uma cochilada após o almoço, ritual levado muito a sério por eles. Mas o que me atraiu mesmo na cidade foi a arquitetura. As ruas são obras de arte a céu aberto. A torre do Miguelet, na Catedral de Valência, o edifício Velez et Vents no autódromo de Fórmula 1, as ruínas romanas e árabes espalhadas pela cidade, os castelos (com destaque para as Torres de Serranos), o estádio Mestalla, do Valência C.F. e a incrível Ciudad de las Arts y de las Ciencias, do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, são monumentos simplesmente fantásticos, superando todas as expectativas sobre fotos e vídeos vistos anteriormente.

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Valência é excelente para qualquer tipo de turismo, seja gastronômico, cultural, esportivo ou baladeiro. Uma cidade que, para poder ser decifrada, não basta visitar apenas uma vez.

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