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Lar doce lar

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O luxo e a pompa bem no coração da cidade remontam os tempos áureos de quando o casarão do Círculo Militar servia de espaço para uma antiga fazenda

Ali ocorreram saraus, festas e eventos. Dali, surgiram quadros e artistas. O Castelinho dos Bracher, residência familiar, tornou-se o memorial de uma geração que vivia entre pincéis, canetas e sons

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Antes residência de uma família de imigrantes germânicos, a sede da casa noturna Privilège representa o que foi feito com o passado arquitetônico da cidade, ressignificado ao longo dos anos e pronto para os dias de amanhã

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Hoje povoada de prédios na região central, a Avenida Rio Branco já foi lugar de casarões como o do número 3.029, hoje sede de uma clínica médica, e da curiosa casa que ficava ao lado do também finado Cine Excelsior

O prédio branco da Casa D’Itália simboliza a presença dos imigrantes na cidade e, em estilo art déco, faz lembrar outras imponentes construções, como o Cinearte Palace e os que se enfileiram na Marechal Deodoro, com lojas embaixo de onde moravam as famílias proprietárias

Alguns só chegam para estudar. Outros buscam um horizonte maior na região. Outros, ainda, vislumbram, de suas metrópoles, a calmaria do interior. Há os que nascem e os que se reconhecem. A cidade é uma grande casa. E, na memória, janelas e portas que contam um pouco da história de cada um e do todo formado entre as montanhas de Minas. Juiz de Fora, a cidade dos antigos casarões e dos recentes “arranha céus”, guarda em suas paredes o que nenhum livro dá conta de narrar.

 

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