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Festa em meio às obras

homens trabalham na pintura externa do terreo do teatro

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Homens trabalham na pintura externa do térreo do teatro
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Homens trabalham na pintura externa do térreo do teatro

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Madeira danificada das janelas laterais estão sendo substituídas

Foyer também passa por restauro, com troca de ladrilhos hidráulicos

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Em turnê pelo Brasil, Orchestre d’Auvergne se apresenta nas comemorações do Central

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A data não é “redonda”, mas nem por isso vai passar em branco. Inaugurado em 30 de março de 1929, o Cine-Theatro Central comemora seus 87 anos de existência, neste sábado, com a apresentação da Orchestre d’Auvergne. Formada em 1981 na França, a orquestra de câmara conta com 21 músicos – cinco dos quais remanescentes de sua fundação – e regência do espanhol Roberto Forés, que já dirigiu orquestras como a Filarmônica de Praga, a Orquestra Nacional de Lyon e trabalhou com a Ópera de Nice, Orquestra Sinfônica de Milão, o Teatro Regio de Torino, entre outros. No programa, a orquestra vai interpretar obras de Mozart, Brahms e Bach. A apresentação terá entrada franca.

A comemoração dos 87 anos do Central será realizada durante a finalização das obras que o diretor do teatro, André Xandó, chama de manutenção da reforma realizada no local em 1996. A expectativa é que as obras, iniciadas em 2014, fossem encerradas em agosto de 2015, mas a nova previsão é que estejam concluídas em cerca de 60 dias. “Houve algumas intercorrências, como atraso no repasse de recursos por parte do Governo federal. Estamos finalizando a parte externa no andar térreo, junto ao Calçadão. A pintura estava bem prejudicada. A tinta que utilizamos lá é especial, quase mineral, própria para construções do patrimônio histórico. Ela pode durar de 15 a 20 anos. Também estamos fazendo a restauração do foyer, em que trocamos alguns ladrilhos hidráulicos que estavam danificados desde a época em que o teatro ainda funcionava como cinema. E também estamos fazendo o polimento para poder resgatar a característica histórica do piso. E ainda está sendo feita a restauração das janelas laterais do teatro, que estavam com a madeira bem danificada.”

André destaca ainda o serviço realizado para a restauração das pinturas internas, que estavam com marcas de pés e mãos, e que possuem tramas com cores específicas. “Era preciso recuperar a pintura e as cores originais. Quem vê o Central, hoje, pode observar a beleza destacada. Você tem orgulho de ver”, aponta Xandó, acrescentando que desta vez não foi preciso fazer intervenção no teto ou nas partes elétrica e hidráulica.

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Luz e som

As obras realizadas, segundo André Xandó, foram além da manutenção da reforma. “Paralelamente, fizemos outros investimentos necessários para o teatro, como sonorização e a iluminação cênica, com sensores de LED, entre outros. Temos hoje uma estrutura que atende grande parte dos eventos. Consertamos ainda as portas de aço que estavam emperradas, fizemos a manutenção das cadeiras e modernizamos a área de informática do setor administrativo”, enumera. Nessa parte foram gastos cerca de R$ 200 mil, enquanto que as obras de manutenção iniciadas em 2014 terão um custo total de aproximadamente R$ 1 milhão.

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Demanda antiga, a bilheteria eletrônica ainda não é realidade, mas está nos planos da administração do Cine-Theatro Central. “Já estamos com o termo de referência pronto para publicar o edital, só aguardamos a posse do novo reitor para tentar a liberar os recursos. Não será algo oneroso, nas pesquisas que fizemos no mercado, a bilhetagem eletrônica deve acrescentar de R$ 0,25 a R$ 0,30 ao valor do bilhete.”

ORCHESTRE D’AUVERGNE

Neste sábado, às 20h

Cine-Theatro Central

Entrada franca

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