O primeiro palco de muitos e um espaço semanal cativo para o rock’n’ roll. Descrição simples, mas que para muita gente define o Festival de Bandas Novas. No próximo sábado, dia 6 de outubro, a 14ª edição do evento chega ao fim, reunindo dez bandas da cidade. A primeira oportunidade para muitos se tornou, entretanto, uma experiência valiosa e um verdadeiro batismo para quem transformou o desejo adolescente de ter uma banda em carreira no rock e em outros gêneros.
À frente do festival desde sua primeira edição, Adriano 66, da banda local Patrulha 66, destaca que o festival, por muito tempo, foi o único espaço possível que oferecia estrutura para iniciantes, e também veteranos, mostrarem seu trabalho. O que importa sempre é a banda ser boa. Há bandas novas que tocam bem, e velhas que tocam mal. Assim como há novatos que tocam mal. Mas o que o festival sempre primou foi por ter pessoas tocando direitinho, explica.
Para Adriano, um dos fatores fizeram o festival se manter durante todos esses anos, de forma ininterrupta mesmo com mudança de locais – já passou por Tupi, Praça Antônio Carlos, Praça da Estação e Centro Cultural Bernardo Mascarenhas -, é o fato de sempre haver jovens dispostos a tocar e ouvir o bom e velho rock’n’roll. O rock é eterno, evidencia. O caráter democrático do evento também é exaltado por Adriano. Vem gente que quer tocar, ouvir, falar mal, falar bem, encontrar os amigos. O festival consegue reunir o movimento.
