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Cia. Palácio das Artes encerra Festival de Dança

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Montagem terá dança, música e poesia
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Montagem terá dança, música e poesia

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O início é negro. Roupas pesadas e toda uma companhia dançando e saudando (mas ao mesmo tempo se despedindo) ao som de "Hello, goodbye", clássico dos Beatles. "Tudo que se torna um", espetáculo que encerra o 4º Festival Nacional de Dança neste sábado, às 21h, no Teatro Pró-Música/UFJF, traz a Cia de Dança Palácio das Artes, de Belo Horizonte, em uma passagem de tempo, celebração, luto, memória. Com dança, música e poesia, a montagem transita por diversos estilos, passando por clássico, moderno, experimental e contemporâneo. Antes, às 20h30, Luciana Maia e Mônica Cirelli, em parceria com a Inércia Zero Dança Contemporânea, realizam a intervenção urbana "Dilatação", também no Pró-Música. O festival, promovido pela Funalfa, levou a dança para o público juiz-forano durante toda esta semana.

Dançando memórias e experiências pessoais

Para celebrar os 40 anos da companhia, "Tudo que se torna um" coloca em cena os 22 bailarinos dançando seu contexto histórico, numa atmosfera onírica e ao mesmo tempo realista, na qual cenário, figurinos, música, luz e público comunicam-se entre si, para, juntos, se tornarem um. Cada um deles leva ao palco suas experiências pessoais, afetivas e físicas, vividas dentro e fora da companhia, que, associadas coreograficamente, acabam revelando a história do grupo. "Os bailarinos exerceram seu poder coreográfico e aprofundaram em seu talento, fazendo um apanhado de tudo que viveram aqui", explica a diretora artística da companhia, Sônia Mota.

Para montar o espetáculo com tantas memórias diversas sem parecer uma colcha de retalhos, Sônia conta que a companhia foi dividida por temas. Cada bailarino focou seu trabalho em um assunto pré-determinado. Eles buscaram, por meio da dança, expressar seus sentimentos em relação ao luto e à celebração. Com todo o conteúdo em mãos, foi o momento de costurar. "Construímos as cenas de forma associativa, buscando um fluxo bastante orgânico. Fiz o estudo dramatúrgico, e trabalhamos as texturas e qualidades à medida em que foram surgindo."

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No início do espetáculo, os bailarinos chegam com figurino negro. À medida em que a história se desenrola, as roupas diminuem e mudam de tom, passando para cor de pele, para marcar a fase da celebração. O espetáculo chega ao fim com os bailarinos soprando bolas de sabão.

 

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TUDO QUE SE TORNA UM

 

Hoje, às 21h

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Teatro Pró-Música/UFJF

(Av. Rio Branco 2.329 – Centro)

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Convites trocados por um livro de literatura, em bom estado, na sede da Funalfa (Avenida Rio Branco 2.234 – Centro), das 9h às 17h

 

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