A Comissão Municipal de Cultura Viva de Juiz de Fora, em parceria com a Funalfa, está com um formulário aberto para mapear os impactos sofridos por agentes culturais após as chuvas que assolaram o município no final de fevereiro. A expectativa é receber dados que orientem políticas públicas no campo cultural.
Segundo Pablo Melo, coordenador da Comissão e um dos organizadores do mapeamento, a proposta tem o objetivo de identificar os danos para, a partir dos dados coletados, direcionar e criar ações de políticas públicas, solidariedade e construção de propostas de apoio e reconstrução.
“Tradicionalmente, nós desse campo já somos muito marginalizados no sentido de dignidade, de condições de trabalho, continuidade das nossas ações, entre outras coisas que dificultam muito a nossa estabilidade financeira, muitas vezes. O levantamento surge com esse intuito de mapear quem está em situação de vulnerabilidade a partir dessa catástrofe, de formas diretas ou indiretas, pensando nos agentes culturais, coletivos, pontos de cultura e espaços físicos”, afirma Pablo, em nota à imprensa.
O mapeamento já conta com mais de 60 registros entre os municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Segundo os dados coletados, cerca de 85% dos agentes foram impactados de forma moderada, grave ou com perda total. Entre as principais necessidades estão o apoio financeiro emergencial, recuperação de equipamentos perdidos e espaços, apoio na retomada das atividades e também assistência psicossocial para os agentes e comunidades do entorno.
O Ministério da Cultura e secretarias estão acompanhando a coleta de dados, que buscam dar visibilidade às histórias e perdas dos afetados, para que possíveis ações colaborativas com as gestões municipais possam ser realizadas da melhor forma. A partir dos dados, é esperada a criação de uma gestão de crise e reconstrução.
A Funalfa e a Comissão Municipal de Cultura Viva de Juiz de Fora pedem que os artistas, agentes culturais, pontos de cultura e outros da Zona da Mata preencham o formulário caso tenham sido afetados para melhor mapeamento e oferta de apoio.
*Estagiária sob supervisão da editora Cecília Itaborahy

