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Muvuka reúne Muvukinha, Djavanear, Batuque Nelson Silva e cortejo afro em 12 horas de carnaval no Centro

muvuka juiz de fora

Cortejo do Muvuka para o Carnaval de Juiz de Fora (Foto: Divulgação)

muvuka banda
A força dos tambores do Muvuka ocupa as ruas de Juiz de Fora (Foto: Divulgação)
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Conhecido por ser um dos maiores blocos de rua da cidade, a quinta edição do bloco Muvuka promete movimentar o circuito Julio Guedes (Centro) com a potência dos seus tambores, totalizando 12 horas de bloco.

O festejo está programado para se iniciar às 10h, na Praça da Estação, com o Muvukinha, dedicado ao público infantil. Segundo Rick Guilhem, organizador do Muvuka, uma das principais novidades da edição deste ano é, justamente, esta parte da programação, que está em expansão com o projeto “Minha pequena Aia”, e vai contar com muito tambor e dança até às 14h.

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Seguindo o cortejo no trio elétrico em direção ao Viaduto Roza Cabinda, quem vai comandar a folia é o bloco parceiro do Muvuka, Djavanear, passando para o Batuque Afro-brasileiro Nelson Silva, já no viaduto, às 17h30. Depois do Despacho para Exu, cortejo ainda faz o retorno com o bloco Afro Muvuka, a partir das 18h30, com estimativa de chegada à Praça da Estação às 21h30.

Muvuka 2026: um tributo ao batuque

Patrimônio imaterial de Juiz de Fora, o Batuque Afro-brasileiro Nelson Silva é o tema do Muvuka deste ano e também foi tema do quinto “Canto Dessa Muvuka É Meu”, festival de composição do bloco afro. A composição vencedora será apresentada durante a aglomeração, juntamente com outras músicas sobre o batuque, que marcou a história de Juiz de Fora. Para aproveitar o ritmo de carnaval, será lançada, ao meio-dia desta sexta-feira (30), a música “Licença para caminhar”, de Fabrício Condé, vencedor da edição de 2023 do festival.

Referência no carnaval de rua do município, a expectativa de público para o Muvuka esse ano está entre oito e nove mil pessoas. De acordo com Rick, essa movimentação é excelente para a economia criativa da cidade: “A cidade, quando ela investe no carnaval, isso retorna para ela de alguma forma, através de impostos, prestação de serviço e outros”. Ele ainda destaca que, para uma produção desta proporção, são necessárias diversas cadeias produtivas que fazem o bloco acontecer e ocupar as ruas.

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E para quem quiser participar da folia em 2027, o Muvuka já está programado para iniciar os ensaios entre os meses de março e abril, para criar um carnaval ainda mais estruturado. Esse ano, os ensaios se iniciaram em agosto, com edições abertas ao público.

Ao se consolidar como um dos maiores blocos de Juiz de Fora, o Muvuka evidencia uma disparidade ainda existente nos blocos: é o único bloco afro da Zona da Mata e, por isso, possui um papel fundamental na manutenção da cultura negra. “Aí, é carnaval com propósito”, explica Rick.

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O bloco também possui um importante processo de expansão: além do tradicional desfile no Rio de Janeiro, na terça de carnaval, agora o Muvuka também está em processo de abertura de uma célula na cidade maravilhosa, na Pequena África. O projeto se origina do aumento de demandas da Associação Cultural Bloco Afro Ìlù Àṣẹ Muvuka.

História do Muvuka em Juiz de Fora

Desde 2019, com influência dos blocos Olodum e Ilê Aiyê, ambos de Salvador, o Muvuka trabalha com ritmos afro-mineiros e baianos, utilizando toques de tambores relacionados ao samba-reggae. O projeto também oferece oficinas de danças, artes visuais e percussão, que são gratuitas, estabelecendo uma comunicação e prestação de serviços com a comunidade.

(Foto: Divulgação)

Confira a programação deste fim de semana

Sábado (31)

9h – Muvukinha, na Praça da Estação (Centro).

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10h – Bloquinho Catavento, na Praça Menelick de Carvalho (Santa Helena).

13h – Concentra Mas Não Sai, na Praça Ministrinho (Jardim Glória).

14h – Pré-Carnaval do Moinho, no Moinho (Francisco Bernardino).

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14h – Djavanear, no Circuito Júlio Guedes (Centro), com concentração na Praça da Estação e cortejo até o Viaduto Roza Cabinda.

16h – Marginal Lab: Acadêmicos do Baixo Centro, na Praça Tarcísio Delgado (Ex-PAC – Centro).

16h – Bloco da Papel, na Rua José Manoel Ribeiro (Aeroporto).

16h – Bloco dos Dar Nela, na Rua Nelito dos Santos Nazaréth (Ipiranga).

16h – 360 nas Alturas, no Morro do Cristo (São Pedro).

18h – Bloco Afro Ilú Axé Muvuka, no Circuito Júlio Guedes (Centro), com concentração no Viaduto Roza Cabinda e cortejo até a Praça da Estação.

Domingo (1º)

13h – Bloco do Coveiro, na Rua Jesus de Oliveira (Vitorino Braga).

15h – Rosário Folia, na Praça da Matriz (Rosário de Minas).

16h – Bloco Guerê Guerê, na Praça Tarcísio Delgado (Ex-PAC – Centro).

16h – Bloco das Cores, no Circuito Júlio Guedes (Centro), com concentração no Viaduto Roza Cabinda e cortejo até a Praça da Estação.

Segunda-feira (2)

18h – Bloco das Charmosas, no Circuito Zé Kodak (Centro), com concentração no Parque Halfeld e cortejo até a Praça da Estação.

*Estagiária sob supervisão da editora Cecília Itaborahy

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