Ícone do site Tribuna de Minas

Ritmos JF: o acolhimento do funk

benemerita
MC Xuxu é o motorzinho do Bloco da Benemérita (Foto: Divulgação)
PUBLICIDADE

“O funk salvou a minha vida.” A declaração é da MC Xuxu, que neste carnaval organiza a segundo edição do Bloco da Benemérita _ nome escolhido graças ao título recebido da Câmara Municipal, em reconhecimento à sua contribuição cultural para a cidade.

A afirmação é uma contraposição às tentativas de criminalização do funk, e se baseia no fato de que sua família, como muitas outras, trabalham e se sustentam com essa música. Estamos falando de compositores, produtores, cantores, dançarinos. Toda uma rede de trabalhadores, do artista aos funcionários das casas de show e comerciantes.

PUBLICIDADE

“Eu acho importante esse movimento do baile funk, de ter bloco com o funk como principal ritmo, porque a gente se sente acolhido, a gente que é da periferia. E eu acho que é por isso que o funk tem sido atacado tanto, porque é uma música do preto, do jovem periférico, e por isso incomoda. Nós estamos falando do extermínio do jovem negro, que é o que a gente vive.”

Para a cantora, é todo este racismo presente na sociedade brasileira que leva à tentativa de criminalização da música e dos bailes.

MC Xuxu fala ainda de como se sentiu abraçada pela cena do funk. Ela começou no rap, mas se viu em um cenário extremamente machista e transfóbico, e por isso decidiu mudar. “Na minha música eu falo da minha vivência. A gente fala de discriminação, de transfobia, de racismo. Muitas pessoas hoje sonham, constroem seus sonhos, em decorrência do funk. O funk une, ele movimenta muita coisa.”

PUBLICIDADE

O Bloco da Benemérita, que vai ter espaço para todo tipo de pessoa e de música, vai acontecer no dia 14 de fevereiro. Nesta quinta (30), acontece o ensaio no Café Muzik, com abertura da casa às 21h.

E amanhã a gente volta para falar mais do funk com o pessoal do Makoombas.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile