O mundo perfeito de Fábio Nascimento ergue-se assim que ele entra em uma sala de exibição com imagem e som suficientes para a percepção dos mínimos detalhes. Seja qual for o gênero, importante é que o filme, em algum aspecto, faça o mineiro de Ipatinga fisgar a isca. Espectador voraz, ele confere menos títulos do que gostaria. A sua transferência para o outro lado da câmera aconteceu em Juiz de Fora, quando cursava comunicação na UFJF. Nesse período, conheci pessoas muito importantes para minha vida. Ao lado dos colegas Felipe Hutter e Flávia Vilela, começou a fazer cinema. Depois, seguiu para a França, onde se formou em teoria do cinema e do audiovisual pela Universidade Paris III, Sorbonne-Nouvelle. Seu curta Silêncio 63 foi exibido na última segunda na 15º Mostra de Cinema de Tiradentes, encerrada ontem. Além de circular com a produção por festivais, o mineiro, que hoje vive em Belo Horizonte, finaliza o longa Iya Shango, sobre sincretismo religioso e rituais animistas no Benin, Oeste da África.
Dom, de Ulisses Belleigoli
Ulisses sabe criar um universo próprio, concreto e coeso. A partir do absurdo, consegue levar o leitor do começo ao fim, da verdade à mentira
Os incompreendidos, de François Truffaut
É sempre uma dúvida recomendar um filme. Esse é o que mais se aproxima do que eu chamaria de ‘meu favorito’. Truffaut é simples como poucos
A estátuas também morrem, de Alain Resnais e Chris Marker
Um dos mais belo ensaios sobre a herança negra e o processo de colonização africana. São 30 minutos de poesia, o que sobrou de um filme banido da França
Santiago, de João Moreira Sales
Fazer um filme tão belo e sincero é algo raro, sobre tudo quando se fala do íntimo
Stanley Kubrick
Pelo rigor e pela profunda relação com a fotografia
Eu preciso de um liquidificador, de Graveola e o Lixo Polifônico
Foi lançado na última semana por uma banda de BH. Cada faixa do disco vale a pena
Vetiver
Banda californiana que já lançou cinco álbuns e mantém carreira sóbria e constante, sem perder o ritmo, como as músicas que compõe
ioncemetagirl.com, de Maria Bitarello
Seja em um conto de ficção ou em um relato do vivido, Maria tem a rara destreza de conquistar o leitor sem fazer esforço
