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De lanterna na mão

primeira edicao do projeto caca ao saci em 2012

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Primeira edição do projeto
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Primeira edição do projeto “Caça ao Saci”, em 2012

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Margareth Marinho e os alunos Bruna Karolayne do Bem e Vinicius de Sá, selecionados em concurso literário

“Cuidado! Já vi contar a história de um menino que de tanto pensar em saci acabou virando saci.” O alerta de Tio Barnabé não interferiu na decisão de Pedrinho. “Estou resolvido a pegar um saci e quero que o senhor me ensine o melhor meio”, sentenciou o neto de dona Benta. Se Monteiro Lobato, em sua obra, indicou como é que se faz para pegar o moleque de uma perna só, a professora Margareth Marinho vem há algum tempo seguindo à risca as orientações do autor de “O sítio do Picapau Amarelo.” Neste 31 de outubro, dia Nacional do Saci, ela volta a comandar mais uma “caçada” no Museu Mariano Procópio. Realizado através de uma parceria entre o museu e a Biblioteca Municipal Murilo Mendes, o projeto abocanhou o prêmio Ricardo Oiticica de Melhores Práticas de Leitura, na categoria formador de mediadores.

Programado para as 19h, o evento tem como público-alvo crianças entre 6 e 11 anos, com direito a um acompanhante. As inscrição, com vagas limitadas, estão abertas desde o dia 27, por meio do telefone 3690-7049. A brincadeira, de sucesso de público, teve início em 2012. De lá para cá, sua mentora a levou para várias partes. Foi a Belém, a Porto Alegre e a cidades do Acre, entre outros lugares.

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A diversão começa ainda no portão do parque do museu. Por cerca de 50 minutos, a meninada segue, de lanterna na mão, à procura do perneta. Em meio à escuridão, ruídos horripilantes ajudam a apimentar o trajeto.

Melhor prática de leitura

Pela premiação, promovida pelo Instituto Interdisciplinar de Leitura, através da PUC-Rio, Margareth recebeu R$ 10 mil. “O projeto tem dado certo, e o prêmio chega para coroar o trabalho, que só acontece porque é realizado em conjunto. O espaço do museu é propício para a caçada. No ano passado, fizemos duas edições para adultos, acendemos tochas e colocamos todo mundo em torno da fogueira para ouvir histórias. Ver os adultos despencando morro abaixo atrás do saci foi muito legal”, comenta ela, ressaltando que, desta vez, a aventura será aberta a quem nunca participou. A atração pela criatura de gorro vermelho é tanta que ela resolveu abrir, no setor infantil da biblioteca, uma boutique, mantida pela Associação de Amigos da Biblioteca, só de produtos do saci. Cadernos, livros, lápis e camisetas personalizadas são alguns do itens comercializados por lá.

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“Eu sou uma ‘sacióloga’. Todo mês de abril, na semana de Monteiro Lobato, eu reunia as crianças na sala de aula para contar histórias. Percebi que elas gostavam demais. Na minha dissertação de mestrado, escrevi sobre os mitos e os medos no imaginário infantil. Como esconder coisas é brincadeira de saci, tem gente que, quando perde algo dentro de casa, chama por ele. Já tem gente que dá três pulinhos para São Longuinho. Os personagens da cultura popular nos rodeiam todo dia. Por isso esse fascínio todo.” “Dossiê saci” é o livro que a educadora habilitada em língua portuguesa e em jornalismo publicou em 2007 com apoio da Lei Murilo Mendes.

Com as atividades desenvolvidas na biblioteca, toda terça-feira, às 15h, dentro do projeto “Escola de escritores”, Margareth também tem colhido bons frutos. Na última semana, dois de seus alunos foram selecionados no III Concurso Literário Infantil Espantaxim e o Castelinho Mágico, realizado pelo Projeto Espantaxim: Vinicius Nascimento de Sá, 7 anos, na categoria “Mensagem”, e Bruna Karolayne Inácio Assis do Bem, 12 anos, em “Redação”. Os textos da dupla juiz-forana estavam entre outros 1.930 inscritos e, muito em breve, irão para as páginas de uma antologia. O concurso foi criado em 2002 pela escritora paulista Dulce Auriemo. “Nosso objetivo é exercitar a escrita dentro de um ambiente de literatura. A gente lê, escreve e brinca.”

CAÇA AO SACI

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Nesta sexta, às 19h

Parque do Museu Mariano Procópio

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