Surgido na década de 1970, o movimento punk reuniu e ainda reúne jovens pelo mundo para contestar a ordem social vigente. Cortes de cabelo, roupas e outros gostos, como música, definem a estética forte em países como a Grã-Bretanha. Partindo desse universo, em que os ruídos apresentam-se vigorosos, a designer gráfica e artista Juhn Souza criou as obras que estão expostas em Beleza no caos, mostra que encerra amanhã.
Marcados por cores vibrantes e criados a partir de colagens, tipografias, recortes, fotografia, manipulação de imagem e outros recursos artísticos, os trabalhos enfocam a liberdade da estética mais reconhecida pelos riffs de guitarra. A estética punk, por ideologia, permite que qualquer pessoa faça um trabalho. Essa questão de que não é preciso ser um artista para integrar essa filosofia me atrai bastante, comenta Juhn.
Segundo a designer, que aprimorou o trabalho de conclusão de curso para apresentá-lo em uma galeria, dificilmente o design gráfico comercial se relaciona com a arte, já que prescinde de uma leitura muito rápida e objetiva. Ele tem que traduzir, informar, precisa ser claro. Mas esse design pode ter influência da arte, analisa. As pessoas hoje não identificam a estética punk, mas ela não está sumida. Vários artistas e gráficos a utilizam no dia a dia, mas sem nomear, completa, certa de que a expressão é singular e não menos bela.
Beleza no caos, de Juhn Souza –
até amanhã, das 8h às 22h, no
Pró-Música (Av. Rio Branco 2.329)
