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Mamm promove oficinas sobre mulheres artistas e apagamento na história da arte

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O Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), realiza, ao longo de outubro, a série de oficinas “Aprender a ver imagens invisibilizadas: percursos de mulheres artistas no Museu de Arte Murilo Mendes”. Serão cinco encontros, sempre aos sábados, com início no dia 3 de outubro, às 9h30.

As atividades vão abordar as trajetórias e produções de Noêmia Mourão, Simona Weller, Elisabeth Nobiling e Fayga Ostrower, artistas com obras presentes na Coleção Murilo Mendes. A programação também pretende discutir os apagamentos e silenciamentos históricos enfrentados por mulheres no campo das artes.

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A ação é promovida pelo projeto de extensão Mulheres em Movimento, coordenado pela professora Patrícia Moreno, do Instituto de Artes e Design da UFJF, e integra as atividades do Mamm Acadêmico. Ao final dos encontros, será produzido um vídeo com resultados parciais das pesquisas, que será exibido na última oficina.

As inscrições serão abertas nas quartas-feiras anteriores a cada atividade, a partir das 14h, pelas redes sociais do Mamm. As vagas são limitadas.

Oficinas são gratuitas e acontecem aos sábados de outubro (Foto: Felipe Couri)

Projeto discute apagamento de mulheres nas artes

O Mulheres em Movimento busca promover debates sobre desigualdade de gênero e sobre os apagamentos e silenciamentos vivenciados historicamente por mulheres artistas. Segundo Patrícia Moreno, a ausência dessas produções na historiografia da arte atravessa diferentes períodos históricos.

“Abordar o tema do apagamento é muito mais profundo do que simplesmente falar sobre mulheres artistas. Existem registros de mulheres que faziam iluminuras medievais e que nunca foram mencionadas. Isso se repetiu no Renascimento, no Barroco e em outros movimentos artísticos. Muitas mulheres artistas nunca foram reconhecidas pela bibliografia corrente. A gente percebe que a própria historiografia escolheu não falar das mulheres por questões sociais ligadas ao patriarcado, a uma reserva de território de estudo exclusivamente masculina”, explica Patrícia.

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De acordo com a pesquisadora, os estudos sobre a produção de mulheres artistas se consolidaram após o movimento feminista, no início do século XX, ampliando a circulação de informações sobre essas trajetórias.

“Muitas vezes, elas produziram, fizeram exposições, tiveram seu renome e, depois, foram silenciadas em suas próprias trajetórias. Existem muitas camadas de estudo que tornam a pesquisa muito importante para que possamos romper com esse apagamento e, mesmo, esse silenciamento”, conclui.

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O Mamm Acadêmico integra o Programa de Pesquisa do museu e atua em parceria com grupos de pesquisa e programas de pós-graduação da UFJF e de outras universidades. A iniciativa busca estimular pesquisas relacionadas ao acervo do Mamm e a áreas como Arte, História da Arte, Licenciatura, Museologia e Patrimônio.

Confira a programação

3 de outubro, das 9h30 às 11h – Noêmia Mourão
Panorama sobre mulheres artistas presentes na Coleção Murilo Mendes e apresentação da trajetória de Noêmia Mourão, com debate sobre o silenciamento de mulheres artistas e atividade prática. Mediação: Patrícia Moreno.

10 de outubro, das 9h30 às 11h – Simona Weller
Conversa sobre a produção visual e literária de Simona Weller, com destaque para temas como feminismo e estética artística ligada ao feminino, além de atividade prática. Mediação: Camila Martins.

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17 de outubro, das 9h30 às 11h – Elisabeth Nobiling
Apresentação histórico-artística da trajetória de Elisabeth Nobiling, análise de obras e atividade prática. Mediação: Matheus Coutinho.

24 de outubro, das 9h30 às 11h – Fayga Ostrower
Apresentação da trajetória de Fayga Ostrower e do contexto artístico de sua produção, acompanhada de atividade prática. Mediação: Ana Clara Machado.

31 de outubro, das 9h30 às 11h – Mulheres em Movimento
Exibição do vídeo Mulheres em Movimento e debate sobre os resultados parciais da pesquisa.

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Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (32) 2102-3583 ou pelo e-mail producao.mamm@ufjf.br.

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

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