A decisão de fazer uma viagem à Europa surgiu da noite para o dia. A convite de uma prima, fui visitá-la na Suíça, mas, antes, passei cinco dias em Monte Carlo para curtir o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1. Viagem confirmada, o próximo passo foi garimpar passagens, hotéis e ingressos para o GP. Não me surpreendi quando descobri que o custo dos voos Rio-Paris/Genebra-Rio eram mais baratos que alguns trechos domésticos dentro do Brasil.
Bem, obrigatoriamente, o passageiro, com objetivos turísticos, precisa pousar em Paris para fazer a imigração. Em seguida, segui em conexão para Nice, no extremo Sul da França, onde fiquei hospedado num hotel no centro histórico, muito agradável e principalmente barato. Na semana do GP, a diária mais em conta, em Mônaco, não custa menos de seis mil Euros.
Nice é uma cidade litorânea com praias sem areia, apenas pedras. Ao contrário do que muitos dizem, fiquei impressionado com a educação dos franceses. Sem muito planejamento, com a cara e a coragem, eu estava lá, mesmo sem falar francês. Aliás, eu só falo Je suis désolé, je ne parle pas français. Parlez-vous anglais? que, em português, significa Me desculpe, eu não falo francês. Você fala inglês?. No fim da viagem, eu já falava isso tão bem que os franceses nem acreditavam que eu realmente não falava francês. Isso gerou muitas risadas, mas eu não entendia quase nada.
Em Nice, eu saía do hotel todos os dias enquanto ainda estava escuro (6h lá, 11h no Brasil) para pegar o ônibus da linha 100 que leva a Monte Carlo (que é um bairro de Mônaco). É um ônibus urbano normal, mas com um magnífico ar-condicionado. A viagem leva uns 30 minutos e custa 1 euro. É um trajeto fantástico que segue pela orla na Riviera Francesa. Vale a pena fazê-lo a pé.
Pois bem, chegando a Mônaco, é impossível não ficar de queixo caído tamanha a beleza, a harmonia e clima do lugar, é de fato coisa de cinema mesmo. Antes de dar o segundo passo para adentrar em qualquer estabelecimento, o turista é recepcionado com um simpático e sorridente bonjour. Pode parecer uma bobagem, mas se por aqui todo mundo fosse um pouco mais educado, certamente o Brasil seria bem diferente.
Em Mônaco, existe uma infinidade de lugares para se conhecer: museus, palácios, monumentos, cassinos, bares, cafés, restaurantes de todos os tipos, e as lojas de grife são uma atrás da outra. Para quem gosta de uma boa festinha, eu recomendo a Brasserie, que fica ao lado da famosa piscina. É uma autêntica cervejaria monegasca. Durante o dia, funciona como restaurante que conta com um delicioso sorvete artesanal, à noite, é uma grande boate. Curiosamente, pit lane (boxes da Fórmula 1) são montados exatamente em cima da Brasserie, mas na TV não dá para perceber nada disso.
Falando em Fórmula 1, não é difícil encontrar um congestionamento de Ferraris e Lamborghinis nas ruas estreitas no entorno do circuito durante o fim de semana da corrida. É realmente um engarrafamento fantástico. Bom, depois segui para a Suíça, mas as histórias de founde e raclette ficam para uma próxima ocasião.
