Depois de conhecer Olinda, descobri que a cidade tem um verbo: olindar. Pensando em tudo o que vi e senti ao visitar a cidade, constatei que é verdade. Localizada a poucos quilômetros de Recife, capital pernambucana, Olinda é uma cidade histórica, cultural e, de fato, linda. O centro histórico é incrível e, para qualquer lado que você direcione o seu olhar, será presenteado pela arquitetura antiga das casas com o mar ao fundo, emoldurando a paisagem. Mas não é só a vista deslumbrante que faz com que a gente se apaixone pela cidade, é sim o ato de olindar.
É a tapioca no Alto da Sé, provavelmente a melhor tapioca que você irá provar na sua vida. É o arrumadinho, prato típico dos bares locais feito com feijão verde e carne-de-sol. É a melhor macaxeira com carne-de-sol e queijo coalho do mundo no restaurante Casa de Noca. É a vida
noturna, de segunda a segunda, fazendo com que todas as noite se tornem inesquecíveis. É a moda da cidade com roupas cheias de cores e alegria, modelos únicos, que você só encontra lá. É a seresta na praça, todas as sextas-feiras à noite, que tem um detalhe especial: começa seresta e termina bloco de carnaval.
Entre os monumentos religiosos, o que mais me chamou a atenção foi o Convento de São Francisco, com seus lindos painéis de azulejos portugueses e uma vista encantadora da cidade. É muita coisa para dizer sobre Olinda, e, desde que estive por lá, as lembranças continuam como a cidade: vivas e coloridas – além de ansiarem por um revival.
Para o futuro visitante, minha única advertência seria tomar cuidado com os repentistas nas praças, ansiosos para conseguir alguns trocados dos turistas. No entanto, caso os famosos cantores da cidade cheguem a surpreendê-lo, aqui vai um conselho: divirta-se. Serão poucos reais
por versos que vão lhe render boas risadas. No mais, olinde sem medo e moderação.
