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Seguindo as trilhas da História

marcos da estrada real podem ser encontrados em diversos pontos de juiz de fora indicando o caminho para o turista

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Marcos da Estrada Real podem ser encontrados em diversos pontos de Juiz de Fora, indicando o caminho para o turista
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Marcos da Estrada Real podem ser encontrados em diversos pontos de Juiz de Fora, indicando o caminho para o turista

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Ferramenta que visa incentivar o turismo e a memória histórica e cultural do país, o Passaporte Estrada Real para o Caminho Novo foi lançado na tarde de terça-feira, 28, na sede regional Zona da Mata da Fiemg, em Juiz de Fora. O documento se junta aos dois do mesmo tipo lançados no ano passado para os caminhos dos Diamantes (maio) e Velho (setembro). Um dos próximos passos é o lançamento do Passaporte Estrada Real para o Caminho Sabarubuçu, previsto inicialmente para julho.

O esquema de passaportes é a mais nova ferramenta pensada pelo Instituto Estrada Real, criado em 1999, para incentivar o turismo autossustentável nas 199 cidades que integram o circuito (169 em Minas, 22 em São Paulo e oito no Rio). Inspirado no projeto Credencial de Santiago de Compostela, o documento pode ser solicitado pelo site do instituto (www.institutoestradareal.com.br) e retirado nas cidades que se encontram nas extremidades dos caminhos (Ouro Preto e Diamantina, em Minas Gerais, e Paraty e Petrópolis, no estado do Rio) dentro de um prazo de 60 dias. Com o passaporte em mãos, o turista pode receber o carimbo de visita às cidades já credenciadas para o serviço – em locais determinados – e, ao chegar ao ponto final de cada caminho, receber o certificado de conclusão, desde que passe por um número mínimo de paradas.

No caso do Caminho Novo, o turista receberá o certificado caso passe por oito das dez cidades já credenciadas (as mineiras Juiz de Fora, Matias Barbosa, Santos Dumont, Barbacena, Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco, Lavras Novas e Itatiaia, e as fluminenses Paraíba do Sul e Petrópolis). De acordo com a turismóloga do Instituto Estrada Real, Daniele Teixeira, para ter direito à emissão do carimbo, a cidade precisa contar com infraestrutura para receber o visitante, como hotéis, pousadas, agência bancária e oficina, tanto para automóveis e bicicletas, e que pelo menos um desses pontos fique aberto 24 horas por dia. Em Juiz de Fora, o turista poderá marcar sua presença no hotel Victory Suítes e na pousada Solar dos Vieiras. Ainda segundo Daniela, o último levantamento indicava dois mil passaportes retirados para os dois caminhos já contemplados, com 500 certificados emitidos. Destes, cerca de 60% foram conseguidos por quem viajou em veículos com tração nas quatro rodas. “Temos contado com o apoio das prefeituras e das secretarias de turismo para o projeto e também entramos em contato com toda a cadeia de turismo”, destaca.

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História, cultura e aventura

A Estrada Real tem importância ímpar para a história do Brasil, por ter sido o meio pelo qual a Coroa portuguesa escoava os minerais extraídos de Minas Gerais até o litoral do atual Estado do Rio. Diversas cidades de grande valor histórico, religioso e cultural se desenvolveram por meio das vias, como Ouro Preto e Diamantina, visitadas até hoje por uma legião de turistas. Somando 1.630km nas 199 cidades abrangidas, a Estrada Real é divida nos caminhos Velho, dos Diamantes, Sabarabuçu e Novo, no qual Juiz de Fora está incluída. Para orientar os turistas, o trajeto possui 1.926 marcos nas vias principais, localizados, em média, a 1,5km de distância um do outro.

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O Caminho Novo, que agora possui o seu passaporte, começou a ser desenhado ainda em 1699 e teve rota definida entre 1722 e 1725. No total, são 515km a serem percorridos, com 32% asfaltados (166 km), 63% em estradas de terra (324km) e 5% em trilhas (25km). Na época, o novo trajeto ajudou a diminuir o tempo de viagem em um terço, quando comparado ao Caminho Velho, que ia de Ouro Preto a Paraty. Nos 49 municípios que fazem parte do percurso (47 em Minas e dois no Rio), o turista, o consumidor de cultura e o apaixonado por história encontram vestígios do período em que Minas produzia riquezas imensas, como fazendas, túneis, chafarizes, igrejas, ruas centenárias e outros vestígios do período da mineração.

Para o viajante, o Instituo Real oferece no site a ferramenta Sitgeo, que permite ao turista montar seu roteiro. “Ela será relançada junto ao portal no final de maio, início de junho. Planejamos, mais para frente, termos também um aplicativo para celulares e tablets”, diz Daniele.

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Diversos fatores positivos do projeto foram destacados durante a cerimônia de lançamento do Passaporte Estrada Real para o Caminho Novo, incluindo a preservação do patrimônio histórico e também as questões econômicas advindas da união entre turismo, aventura, história e cultura, como a valorização do potencial turístico das cidades, a possibilidade do aumento de vagas no mercado de trabalho e a criação de novos empreendimentos. O diretor do Instituto Estrada Real, Rogério Livramento Mendes, destacou que R$ 86 de cada R$ 100 gastos com turismo têm impacto na indústria e que 26 de cada cem empregos vão para o setor turístico, que por sua vez envolve 52 ramos de indústria. Para o prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, é importante que o Caminho Novo seja valorizado. “O fato de podermos conceder o carimbo vai ajudar o turista a vir a Juiz de Fora”, acredita.

Segundo o funcionário da Secretaria de Obras José Maurício de Sá, os marcos do município encontram-se em bom estado, tendo sido necessária a realocação dos que estavam em um trecho que foi modificado. Além disso, o Instituto Estrada Real reformou os 800 marcos do Caminho Velho e já trabalha com o mesmo fim no Caminho dos Diamantes. Depois, será a vez do Caminho Novo.

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