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Retrospectiva de Bracher chega a São Paulo

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O universo do artista: Mostra de Carlos Bracher reproduz Castelinho
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O universo do artista: Mostra de Carlos Bracher reproduz Castelinho

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Há toda uma atmosfera envolvendo a pintura de Carlos Bracher. Não se trata, apenas, de pinceladas. Para um quadro existir é preciso que esteja tocando uma música específica, em um ateliê coberto por tinta e completamente bucólico. Reverenciado no país e no exterior, o artista oferece, agora, a chance de que seu universo seja amplamente conhecido na exposição “Bracher – Pintura & permanência”, que desembarca, nesta quinta, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo. Após ficar em cartaz por 50 dias no CCBB de Belo Horizonte, na Praça da Liberdade, a mostra segue em turnê, que deverá passar, ainda, pelo CCBB do Rio de Janeiro (de 31 de março a 18 de maio), pelo CCBB de Brasília (de 26 de maio a 29 de junho) e por Ipatinga, na galeria do Centro Cultural Usiminas, de julho a setembro.

Apesar de já ter exposto por todo o Brasil, a retrospectiva com mais de 90 de seus trabalhos é a maior na carreira do artista, tanto pela amplitude do recorte, quanto pelo popularidade desses centros culturais, que, constantemente, entram nas listas das galerias mais visitadas do mundo. Na capital mineira, a mostra foi visitada por 107.429 espectadores, com média de 2.149 pessoas por dia. Para Carlos Bracher, essa é uma experiência inédita em sua trajetória, mesmo após quase seis décadas de carreira e 74 anos de vida. “É a exposição mais ampla da minha existência, em todos os aspectos”, emocionou-se o artista ao dar início ao projeto, em dezembro passado.

Com curadoria de Olívio de Tavares Araújo, parceiro de décadas, “Bracher – Pintura & permanência” conta o percurso do pintor desde o tempo do Castelinho dos Bracher, na Rua Antônio Dias, onde ele passou a infância e a juventude, até chegar a Ouro Preto, cidade que escolheu morar ao lado da esposa Fani. A leitura é iniciada na fase obscura da década de 1960, seguindo para o cubismo dos anos 1970, o romantismo de 1980, o modernismo da década de 1990 e a maturidade expressa nas telas de 2000. Entre paisagens marinhas, naturezas-mortas e as famosas séries “Brasília”, “Homenagem a Van Gogh”, “Do ouro ao aço” e “Petrobras”, também estão os autorretratros, pelos quais ganhou notoriedade.

Interativa, a mostra também conta com desenhos, livros, fotos, objetos pessoais, escritos e uma réplica do Castelinho e de seu ateliê na cidade histórica. A cenografia assinada pelo renomado Fernando Mello da Costa (de “Bugiaria”, um dos maiores sucessos dos palcos cariocas em 1999, e outros espetáculos marcantes na história recente do teatro brasileiro), bem como os vídeos e áudios do artista (dirigidos por sua filha Blima) ajudam a situar o espectador dentro da grandeza da pintura de Bracher. No dia 11 de fevereiro, às 19h, Carlos completa essa experiência de o espectador mergulhar em seu universo, pintando ao vivo no centro cultural. O artista, então, se entrega para os paulistas. Carlos diz “que isso lhe dá ainda mais vontade de viver”. Ao revistar os passos que deu, ele percebe todos os que ainda faltam dar.

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