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Museu leiloa cinco cisnes

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Cinco dos 16 cisnes que habitam o Parque do Museu Mariano Procópio foram vendidos durante um leilão, ocorrido no dia 18 de novembro. Os animais – três negros e o casal de brancos – compuseram dois dos cinco lotes oferecidos pela Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro), segundo a Comissão Permanente de Licitação (CPL) da Prefeitura. A intenção inicial era desfazer de todos os cisnes, para que uma nova leva da espécie pudesse ser colocada no local, a fim de evitar que os problemas de convivência entre eles, iniciados em 2010, aconteçam novamente.

Os lotes foram arrematados pela quantia de R$ 11 mil por um comprador do Rio de Janeiro (RJ). O recurso, segundo o diretor-superintendente da Mapro, Douglas Fasolato, será destinado a melhorias no local. A venda dos três lotes restantes, assim como a inclusão de novos cisnes, entre eles um novo casal de brancos, conforme consta no projeto original do parque, ainda está sendo analisada pela diretoria. Existem, agora, 11 cisnes negros no parque do museu, entre eles, machos e fêmeas em idade adulta e filhotes.

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Os conflitos de territorialidade entre as duas espécies, sobretudo do macho branco, começaram durante o período em que são construídos os ninhos para abrigar os filhotes. Para isso, tivemos que fazer isolamentos no entrono do parque, o que impediu a atividade dos pedalinhos e das canoas, afetando também a sua estética, explica Douglas.

Após a primeira ninhada, ocorrida em 2011, quando nasceram filhotes de ambos os casais, o cisne macho branco começou a apresentar comportamento agressivo. Quando houve a segunda ninhada, no ano passado, o macho branco matou seu filhote de 9 meses e um recém-nascido. O desvio de comportamento do macho branco foi constatado pelo biólogo e ex-diretor do Zoológico de Curitiba, Luiz Roberto Francisco, ao realizar uma consultoria no parque. Segundo ele, o temperamento deste cisne era algo que pertencia exclusivamente a ele, não à espécie, ressalta.

Ainda conforme Douglas, o parque do museu não foi estruturado para ser um espaço para criatório, pois as aves lá inseridas (pato-do-mato, marreco-mallard, marreca-carolina, pé-vermelho, marreca-pé-rufina e os próprios cisnes) têm caráter ornamental. No entanto, registramos um outro fato importante para a história do parque: o nascimento de cisnes que não ocorria há décadas. O diretor diz que a recolocação dos pedalinhos na lagoa requer estudos e projetos para a captação de recursos. Isso precisa ser discutido na Prefeitura, pois exige a contratação de serviços para manutenção e administração.

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