Ícone do site Tribuna de Minas

Marina Mole traz show de ‘Azucrim’ para o Maquinaria nesta quinta

PUBLICIDADE

Artista brasiliense e figura da cena alternativa na capital paulistana, Marina Mole traz o show de seu segundo álbum “Azucrim” para o Maquinaria nesta quinta-feira (29). A musicista apresenta seu universo sonoro e visual acompanhada do guitarrista Beeau Gomez, da baixista Marília Tolêdo e do baterista Fernando Paludo. Antes da estreia na casa, a noite começa com show da banda juiz-forana Roxo Camaleão.

Em turnê que também passa por Escritório (RJ), Marina considera o encontro nos shows, a conexão e o compartilhamento de um espaço físico com diferentes pessoas como um elemento importante para seu trabalho. “É extremamente importante estar com as pessoas, sair um pouco da internet, estar mais presente na vida. Além disso, São Paulo não é o centro do mundo, como às vezes as pessoas tentam fazer parecer.”

PUBLICIDADE

Para ela, um dos maiores desafios para a música independente no Brasil vem sendo a desvalorização e o “ódio” ao ofício do artista. “Precisamos que a cena seja forte, que as pessoas comprem ingressos, comprem merch, apoiem o trabalho dos artistas que elas admiram, sem ver isso como um favor, mas sim como circulação da economia da classe artística.”

Foto: Bruno Prada/Divulgação

Do divino ao terreno, vem ‘Azucrim’

Lançado em setembro, o álbum conta a história de um anjo, chamado Azucrim, que precisa vir à Terra viver como humano. “Pare o mundo, eu quero descer/Não tenho minhas asas, não encontro os porquês”, canta na música que dá título ao álbum. O trabalho musical se move entre diversas vertentes do rock, como surf, garage, punk, shoegaze e no wave. Entre suas referências para a criação do seu segundo álbum estão as sonoridades dos anos 1960 e 70, o no wave nova-iorquino e o rock alternativo dos anos 90, com bandas como Sonic Youth e The Brian Jonestown Massacre.

Seu universo criativo mistura elementos da cultura punk, da linguagem visual Do it yourself, o “faça você mesma” – que usa técnicas manuais, fazendo desenhos à mão e colagens – e a literatura surrealista. “Me afirmo como surrealista porque escolho o movimento como uma escola de pensamento, de visão de mundo. Por conta disso também gosto de ler sobre imaginação e o ato de criar imagens.”

Antes de “Azucrim”, a artista reuniu gravações caseiras feitas e guardadas durante anos e as transformou no seu primeiro álbum, intitulado “perdi as track só tem demo”. O registro lo-fi e espontâneo foi lançado em 2022.

PUBLICIDADE

Além de compor, tocar e cantar, Marina trabalha com artes visuais e jornalismo. “Vejo todas essas linguagens como suportes para contar histórias, então por meio de todas elas exerço a minha capacidade de poder me comunicar com as pessoas.” 

Em uma colagem de artistas, “Azucrim” foi gravado por Beeau Gomez no Estúdio Memoria e contou com participações dos artistas Leo Fazio, Vitor Wutzki, Lucas Monch, cleozinhu, Fred Fernandes e Hugo Rangel. O álbum foi mixado e masterizado por Eduardo Possa.

PUBLICIDADE

Roxo Camaleão retorna ao palco do Maquinaria

A Roxo Camaleão é um projeto musical e alter ego de Lucas Lima. Assim como o nome, explora as diversas possibilidades da música psicodélica por meio de experimentações sonoras e eletrônicas. O primeiro álbum “Jobless Season” foi lançado no streaming em 2022. Em seguida, vieram os singles “Downtown”, “Mote” e “intro”.

Se no estúdio Lucas assume a gravação e a execução de todos os instrumentos, nos shows o projeto experimenta combinações com diversos instrumentistas e artistas da cidade. Atualmente, além de Lucas nos sintetizadores e na guitarra, a formação dos shows fica com o baterista Everton Surerus, o guitarrista Gabriel Cândido e o baixista Diogo Jamal.

Foto: Divulgação

 

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile