A peça “O tempo anda só de ida – Um passeio estético sobre a vida e a obra de Manoel de Barros” estreia gratuitamente nesta terça-feira (30), no projeto Palco Central, com ingressos já esgotados. A montagem produzida pelo projeto Caravana de Histórias, com direção de Pádua Teixeira e Alexandre Guttierrez, também será apresentada na sexta-feira (3) e no sábado (4), às 20h, no Teatro Paschoal Carlos Magno, com ingressos à venda na Uniticket.
O monólogo de Cristiano Fernandes foi criado com o objetivo de aproximar Manoel de Barros das pessoas a partir de um experiência singular. Embora seja amplamente reconhecido como um dos grandes nomes da literatura brasileira, o poeta ainda permanece desconhecido por parte do público. A partir da provocação “você já ouviu Manoel de Barros?”, “O tempo anda só de ida” busca transformar a palavra poética em acontecimento cênico, reunindo teatro, literatura, música, visualidades e narrativas biográficas.
Caminhando pela imaginação
A peça nasce a partir de uma imersão profunda na obra de Manoel de Barros: poemas, entrevistas, escritos autobiográficos e fragmentos de sua trajetória foram investigados e transformados em material dramatúrgico. Entretanto, o espetáculo não busca explicar o poeta, mas, sim, criar condições para que o público habite seu imaginário.
Responsável pela organização textual do espetáculo, José Luiz Ribeiro ressalta a riqueza da pesquisa realizada a partir da vida e da obra do poeta. “Investigar a obra de Manoel de Barros para roteirizar um espetáculo foi uma tarefa extremamente prazerosa.”
A poesia de Manoel de Barros ganha corpo por meio da atuação de Cristiano, idealizador do projeto e que realiza seu primeiro monólogo. “Celebrar 40 anos de teatro com a poesia de Manoel de Barros e os dez anos da Caravana de Histórias é reafirmar uma crença que acompanha toda a nossa trajetória: a de que a arte pode transformar o olhar das pessoas sobre o mundo.”
José Mário de Oliveira e Rafaela de Oliveira fazem participação especial na peça, que ainda utiliza diferentes recursos visuais que dialogam com a riqueza imaginativa do poeta e a estreia foi concebida especialmente para o palco do Cine-Theatro Central em formato de semiarena.
Ao invés de ocupar a plateia tradicional, o público estará inserido no próprio palco, aproximando-se dos artistas. Por isso, a capacidade máxima do espetáculo é de 120 espectadores, rompendo barreiras convencionais entre palco e plateia, buscando proporcionar uma experiência íntima e imersiva.
Para o diretor Pádua Teixeira, a montagem busca traduzir para a cena a liberdade criativa presente na escrita do poeta. “Nosso desafio foi construir uma linguagem cênica capaz de dialogar com a inventividade de Manoel de Barros. Não queríamos ilustrar seus poemas, mas criar um ambiente onde o público pudesse experimentar o encantamento, a delicadeza e a potência poética que atravessam sua obra.”
Já Alexandre Guttierrez destaca o caráter sensorial e imersivo da experiência proposta ao público. “A poesia de Manoel de Barros não cabe apenas na palavra escrita. Ela produz imagens, desperta memórias e convoca os sentidos. Por isso pensamos uma encenação em que luz, sonoridade, visualidades e atuação dialogam constantemente, criando uma experiência de proximidade entre artistas e espectadores.”
O público é convidado a viver de forma imersiva o encontro com a poesia, escutando, sentindo e compartilhando o universo de Manoel de Barros em toda a sua delicadeza e potência criadora.
Serviço
‘O tempo anda só de ida’ – Um passeio estético sobre a vida e a obra de Manoel de Barros
No Cine-Theatro Central (Praça João Pessoa – Centro)
Terça-feira (30), às 18h30
Ingressos esgotados
No Paschoal Carlos Magno (Rua Gilberto de Alencar 1 – Centro)
Sexta-feira (3) e sábado (4), às 20h
Ingressos pela Uniticket
*Estagiária sob a supervisão da editora Cecília Itaborahy

