
Fernanda Cruzick abre, nesta quinta-feira, às 19h30, a exposição “Jogos múltiplos”. Em cartaz na Galeria Celina Bracher, do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, até 28 de junho, a exposição entrou para a lista de atrações do Corredor Cultural, realizado pela Funalfa nos dias 29, 30 e 31 de maio. Também dentro da programação do evento, o CCBM abriga as mostras “Simplicidade das flores”, de Elisângela Rosa, “Arte do Rio”, de Kim Mattos, “Maquetes históricas”, de Alexandre Fioravante, “Festa das etnias”, e “Galpão 57”, de André Lopes e Renato Abud.
“Eu, o Renato e o André queremos instigar os artistas de Juiz de Fora a criarem mais projetos para o CCBM. Eu estava na faculdade quando fizeram a campanha “Mascarenhas meu amor” para que o local se tornasse um centro cultural. Falta as pessoas quererem estar naquele ambiente. Dentro dessa ideia, combinamos de levar as duas exposições para lá”, conta Fernanda, cuja produção reúne as séries intituladas “Multiplicidade” e “Games”. A primeira é composta por 15 telas em têmpera e acrílica, com formatos modulares que permitem o encaixe entre si. Nas paredes do espaço, elas formarão um grande conjunto. Já na segunda, as estruturas dos jogos serviram de referência para a produção de duas telas e quatro objetos em madeira e MDF. “Quando pinto, descubro coisas. Deixo as possibilidades em aberto.”
Radicada em Juiz de Fora desde os 2 anos de idade, quando deixou São João del Rei, Fernanda tem os ladrilhos hidráulicos como elemento de suas obras. “Desde a minha primeira exposição, em 1984, quis fazer um trabalho que não se parecesse com o de ninguém”, afirma ela, que, sem calcular, começou a escrever seu nome nas artes plásticas. “Nunca achei que seria artista plástica na vida. Sempre tive empregos e deixava as telas meio de lado. Há três anos, resolvi largar tudo e me dedicar a esse ofício.” Os novos rumos na carreira impuseram mudanças ao ritmo das produções. “Agora, tenho que criar com mais frequência, o volume é bem maior”, diz Fernanda.
Clima da Manufato
A meta de André Lopes e Renato Abud é levar os 15 anos de memória armazenada no Espaço Manufato, galeria situada na Rua Moraes e Castro, para o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. “Resolvemos contar esta história através dos quadros e dos objetos, elementos que fazem parte do ateliê, que é um galpão com uma cara muito particular e própria”, diz André, comemorando a oportunidade de expor no privilegiado conjunto arquitetônico da antiga Fábrica Mascarenhas.
O projeto que agora se realiza, segundo o artista, era um pouco mais ousado. A situação econômica do país impediu que ele se concretizasse em sua plenitude. “A ideia surgiu no Foto 14, quando cedemos o ateliê para fazer um circuito de fotografia com outras galerias no Alto dos Passos. Foi uma proposta da Funalfa. Desde então, começamos a pensar num circuito das artes plásticas em Juiz de Fora. Apresentamos a proposta para o Toninho (Dutra, superintendente da Funalfa), porém, como o ano é de crise, ela não se concretizou. Queríamos envolver outros espaços, não só o Mascarenhas, e também contar com outros artistas da cidade, além dos que integraram o movimento de levante daquele lugar. A semente foi plantada, só não aconteceu por cortes de verbas”, finaliza.
JOGOS MÚLTIPLOS SIMPLICIDADE DAS FLORES
ARTE DO RIO
GALPÃO 57
Abertura nesta quinta, às 19h30. Visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 21h, sábado e domingo, das 10h às 18h. Até 28 de junho
CCBM
(Av. Getúlio Vargas 200 – Centro).
