Ícone do site Tribuna de Minas

‘O amor nunca sai de moda’: Tá Na Mente defende romantismo como essência do pagode

Com mais de duas décadas de carreira, o Tá Na Mente prepara o audiovisual “Essência”, projeto que reúne inéditas e releituras da própria trajetória (Foto: Reprodução)
Com mais de duas décadas de carreira, o Tá Na Mente prepara o audiovisual ‘Essência’, projeto que reúne inéditas e releituras da própria trajetória (Foto:Divulgação)
PUBLICIDADE

O Tá Na Mente surgiu em 2002 na comunidade de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro, quando Rony Lúcio, Marquinhos e Eduardo ainda eram adolescentes. O grupo começou como Novamente e adotou o nome atual em 2007. A estreia no mercado fonográfico veio em 2009, com o CD “Perseverança”, mas foi “Fica”, lançada em 2010, que projetou o quarteto nacionalmente e inaugurou uma sequência de músicas próprias – “Fato consumado”, “Displicente”, “Vai com calma” – que o grupo gravou e manteve no repertório ao longo de mais de duas décadas de carreira.

Com mais de 380 milhões de visualizações no YouTube e 1,6 milhão de ouvintes mensais no Spotify, o Tá Na Mente se consolidou como um dos grupos mais longevos do pagode romântico brasileiro. A aposta sempre foi no inédito: ao contrário de boa parte do gênero, o quarteto construiu um catálogo autoral expressivo e resistiu à tendência das regravações que dominou o mercado nos últimos anos.

PUBLICIDADE

O grupo se apresentou em Juiz de Fora neste sábado (25) e conversou com a Tribuna antes do show sobre o equilíbrio entre autoria e pressão comercial, os bastidores do audiovisual “Essência”, gravado em 15 de abril, com cerca de 30 faixas entre inéditas e releituras da própria trajetória, e o que sustenta uma carreira de mais de 20 anos dentro do pagode.

Vocês sempre defenderam a música autoral e a força do inédito dentro do pagode. Em um cenário em que muitas regravações ganham destaque, como vocês equilibram a vontade de renovar o gênero com a pressão do mercado por músicas já conhecidas?

Rony: A gente não se sente pressionado em momento nenhum. Pra gente é até bom, porque como as nossas músicas têm músicas nossas, que tem mais de 10 anos, então a galera acaba querendo ouvir as nossas músicas também. Então a gente só regrava.

No último dia 15 de abril, vocês gravaram o audiovisual “Essência”, que reúne 28 faixas, entre inéditas e releituras marcantes da trajetória do grupo. Queria que vocês contassem um pouco sobre esse projeto: como foi a gravação, em que momento da carreira ele chega e por que o nome “Essência” traduz tão bem essa fase?

PUBLICIDADE

Então, já era um desejo nosso poder reunir a maioria das músicas do Tá Na Mente, inclusive lado B, que a galera gosta muito, mas a gente não teve oportunidade de trabalhar. E dessa vez a gente conseguiu fazer esse projeto, com 30 músicas. 

Em uma época em que muitos sucessos são imediatos e passageiros, o que vocês acreditam que sustenta uma carreira longa e sólida no pagode? E o que mudou na forma de vocês pensarem a música ao longo dos anos para continuar se conectando com o público?

PUBLICIDADE

Acho que o que sustenta é manter a essência. Por isso é o nome do nosso projeto. Acho que não se desviar do foco, do objetivo, se manter unido também, que isso conta muito. E acreditar, cara, fazer aquilo que a gente ama de todo o coração. Acreditar que o grupo do Tá Na Mente é muito romântico. Então a gente sempre apostou muito no romântico, em músicas inéditas. E a gente acredita até o fim.

O pagode sempre teve força para transformar sentimentos e vivências do cotidiano em identificação coletiva, falando de amor, saudade, perda, desejo, amizade e recomeço. Na visão de vocês, quais temas seguem sendo essenciais dentro do gênero e o que mudou na forma de cantar essas histórias hoje?

Ah, o amor, né? Acho que o amor é o maior tema. Ele nunca perde, nunca sai de moda. E o amor sempre fala mais alto.

PUBLICIDADE

*Estagiária sob supervisão da editora Cecília Itaborahy

Sair da versão mobile