Foi durante algumas noites livres, após ter se formado em engenharia de produção, que a escritora Carol Sabar, 29 anos, nasceu. Aconteceu por acaso. Comecei a escrever pequenas histórias, nada muito profissional ou com intenção de ser, conta, lembrando que, na época, era apenas uma maneira de se expressar e relaxar. Eis que uma boa ideia surgiu, me apaixonei por ela, e já era impossível não me dedicar de verdade, não dar o sangue na construção do meu primeiro livro, diz reportando à obra ‘Como (quase) namorei Robert Pattinson’, sucesso entre as adolescentes apaixonadas pelo galã da saga Crepúsculo.
De acordo com Carol, viver de direitos autorais no Brasil não é tarefa fácil. Contudo, para finalizar Azar o seu!, publicação que chegará às livrarias em maio com selo da editora Jangada, decidiu dar um tempo nos números – com os quais trabalhou por dez anos – para se debruçar sobre a literatura. Nesta próxima história, também para jovens adultos, o cenário é Juiz de Fora. Como influências em sua escrita, destaca desde os clássicos, que me deixam de queixo caído e me fazem admirar a literatura como a arte que ela genuinamente é, até os romances de entretenimento, que me fazem rir e chorar, entrega a também leitora que busca inspiração em Meg Cabot, Sophie Kinsella e Paula Pimenta. Para dar um tempo em sua ansiedade e irritação com qualquer tipo de atraso, recorre a músicas, seriados, viagens, bate-papo com amigos e jantares.
Livro
O encontro marcado, de Fernando Sabino
Marcou minha adolescência. Foi através da narrativa fluida de Fernando Sabino que descobri que podia rir, torcer, chorar e me emocionar em uma mesma história
Filme
A sociedade dos poetas mortos, de Peter Weir
É um filme sensacional porque… ‘Não lemos e escrevemos poesia porque é bonitinho. Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da raça humana, e a raça humana está repleta de paixão. E medicina, advocacia, administração e engenharia são objetivos nobres e necessários para manter-se vivo. Mas a poesia, beleza, romance, amor, é para isso que vivemos’, diz Robin Williams, no papel do professor John Keating
Escritora
Carina Rissi
A Carina é uma das mais novas vozes da literatura de entretenimento e sabe contar uma história como ninguém
Música
‘Something’, dos Beatles
Posso ouvir essa música um milhão de vezes que nunca vou me acostumar. Vou sentir os mesmos arrepios a cada verso.
Uma livraria
Ateneo, em Buenos Aires
É lindíssima e impactante. Conserva a arquitetura do teatro que já foi um dia
Site
www.literalmentefalando.com.br
Sou viciada em blogs literários, nas dicas e resenhas de livros. O ‘Literalmente falando’ é um dos melhores que existem por aí
Vídeo na internet
Todos do VlogBrothers
São dois irmãos que resolveram se comunicar através de vídeos no YouTube. Acabaram criando o movimento chamado ‘nerdfighters’, pessoas que lutam pelo intelectualismo. É bem original e interessante
