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Alvo de críticas

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Usuários da Biblioteca Municipal Murilo Mendes aguardam rede de wi-fi
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Usuários da Biblioteca Municipal Murilo Mendes aguardam rede de wi-fi

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Frequentada, principalmente, por concurseiros e pelo público escolar, a Biblioteca Municipal Murilo Mendes possui um dos maiores e melhores acervos da memória do município. Por outro lado, segundo usuários, o espaço também possui deficiência na infraestrutura e sofre pela desatualização de títulos. O poder público reconhece a existência de problemas que precisam ser sanados e diz investir em soluções. Mais de um ano depois de anunciado, o recurso do Fundo Estadual de Cultura (FEC) na ordem de R$ 70 mil foi liberado, com contrapartida de R$ 17,5 mil da Prefeitura, totalizando R$ 87, 5 mil. A verba está sendo investida na reforma do telhado e na compra de livros. A rede de computadores também será beneficiada com o investimento.

Frequentadores que não quiseram se identificar apontaram problemas nas instalações hidráulicas, ausência de wi-fi para os frequentadores, insegurança, lâmpadas queimadas e carência de títulos novos. A realização de eventos na Praça Antônio Carlos também é indicada como um incômodo. “Vou à biblioteca quase todos os dias, e, por isso, todas as reclamações que disponho neste texto são baseadas em fatos que vivenciei”, relata um dos usuários, por e-mail, registrando, ainda, a necessidade de modernização do lugar. “O que se vê é que a Biblioteca Municipal está sucateada, necessitando urgentemente de intervenção para um trabalho de melhoria e modernização de seus serviços”, afirmou.

De acordo com Toninho Dutra, superintendente da Funalfa, instituição responsável pela gerência da BMMM, após um moroso processo de licitação, o telhado foi todo restaurado. Para essa parte, foram direcionados R$ 23.600 mais R$ 7.500 de contrapartida. Outros R$ 36.400, além de R$ 7.500 também de contrapartida, serão utilizados na instalação de rede estrutural interna. “Depois das intervenções, já choveu, e não tivemos qualquer gotejamento. Esse era um problema crônico, já foram feitas várias ações, e nada funcionou. Acho muitas críticas injustas porque muitas coisas lá melhoraram na última administração com relação à organização e limpeza. Fizemos uma retirada grande de material que estava acumulado e comprometendo as condições do acervo do patrimônio já catalogado.”

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Rede de internet para os usuários

Conforme apurado pela Tribuna, por enquanto, quem usa o lugar para estudo precisará esperar um pouco mais para usufruir de pontos de internet. “Aquele é um prédio moderno mesmo sendo construído há 20 anos, mas ele guarda características da época. Há duas décadas, não tínhamos 50 pessoas querendo carregar os computadores nos espaços públicos. Essa demanda é nova, e precisamos nos adaptar a ela. Temos seis, sete tomadas somente. Às vezes, isso não é suficiente, por isso estamos pensando em como aumentar esse número. Estamos estudando alternativas para essa questão até fazermos uma reforma, porque não é só tomada, temos que atentar para a capacidade da rede elétrica também”, afirma o superintendente.

A parte boa dessa história é que as estantes serão preenchidas com exemplares novos até o início do segundo semestre. Agora resta aguardar pela execução da concorrência, o que pode levar algum tempo devido à especificidade da licitação. Para essa frente, o investimento é de R$ 10 mil do Fundo Estadual de Cultura e R$ 2.500 dos cofres municipais. “Cada livro é um item a ser licitado.” Toninho afirma que os títulos a serem comprados foram selecionados a partir de uma pesquisa realizada com usuários, professores das redes estadual e particular. “Com a lista em mãos, vamos contemplar literatura e outras áreas. Tentamos levantar quais são as principais carências da biblioteca”, observa o superintendente, garantindo que a Funalfa tem procurado evitar que ocorram shows na praça, em dias úteis, durante o horário de funcionamento da biblioteca. Também há respeito à programação da Secretaria de Educação e do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas .

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“Sempre frequentei a Biblioteca Murilo Mendes. Entre outras coisas, falta o básico, como impressora, lâmpadas, manutenção, limpeza nas estantes e livros, além de projetos voltados para a infância”, escreveu outra leitora à Tribuna. Diretora da Biblioteca Municipal Murilo Mendes, Gerda Juliana de Abreu Machado ressalta que, atualmente, a instituição tem investido em iniciativas de incentivo à leitura voltadas para os públicos infantojuvenil e adulto, entre eles o “Caça ao saci”, agraciado em 2014 com o primeiro lugar no Prêmio Ricardo Oiticica de Melhores Práticas Leitoras, pela Cátedra Unesco de Leitura e PUC-Rio; e o Cardápio Literário. Este último recebeu o Prêmio Boas Práticas de Leitura em Bibliotecas Públicas pelo Ministério da Educação e do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. “A gente tem dificuldades por recursos e tenta resolver os problemas com a verba do Tesouro, mesmo que seja pequena. Vão ficar pontos a serem resolvidos sim. A população tem que nos trazer os problemas mesmo para entendermos o que é prioridade, porque não dá para resolver tudo de uma vez. Essa é uma grande colaboração que o mundo da internet nos trouxe, embora ela tenha trazido a questão de que tudo seja verdade”, afirma Toninho.

O superintendente ressalta ainda que a verba direcionada para manutenção não só da BMMM, mas dos outros seis espaços de responsabilidade da Funalfa, é gerenciada conforme a necessidade. “O orçamento vai sofrer reajustes por causa dos decretos que o Prefeito soltou, mas é algo em torno de R$ 84 mil para pintura desse prédio (sede da Funalfa) e R$ 74 mil divididos para as outras casas. Com ele, conseguimos realizar pequenas ações, como reparo num cano que estraga e conserto de uma descarga que quebra. Temos que tentar trazer recursos externos para as grandes obras. Um edifício de 20 anos demanda várias intervenções. Tem o policarbonato que precisa de reparo e a estrutura metálica que necessita de recuperação. Vamos estabelecendo prioridades.”

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