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‘And the winner is…’

leonardo dicaprio o regresso concorre ao oscar de melhor ator

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Leonardo DiCaprio ('O regresso') concorre ao Oscar de melhor ator
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Leonardo DiCaprio (‘O regresso’) concorre ao Oscar de melhor ator

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Todo ano é a mesma coisa: tapete vermelho com gente bem e mal vestida; uma cerimônia longa e que muitas vezes esbarra na cafonice; piadinhas sem graça; canções quase sempre esquecíveis; homenagens aos mortos; discursos cortados por estourarem o tempo; uma ou outra surpresa; e o Rubens Ewald Filho reclamando de tudo ou dizendo “eu já sabia”. Ainda assim, a cerimônia do Oscar é programa imperdível para quem gosta de cinema e adora falar bem ou mal (na maioria das vezes) dos atores, atrizes, diretores e filmes premiados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que se reúne pela 88ª vez para celebrar a si mesma e a seus associados.

A edição deste ano tem “O regresso”, do diretor mexicano Alejandro Gonzáles Iñárritu, como a produção a receber o maior número de indicações: 12 no total, incluindo melhor filme, diretor, ator (Leonardo DiCaprio), ator coadjuvante (Tom Hardy), fotografia e figurino. Logo em seguida aparece “Mad Madx: Estrada da fúria”, de George Miller, concorrendo a dez prêmios, entre eles melhor filme, diretor e fotografia. Depois vem a ficção científica “Perdido em Marte”, com sete indicações, e “Carol” (que não concorre a melhor filme), “Spotlight: Segredos revelados” e “Ponte dos espiões”, concorrendo em seis categorias cada.

No total, são oito produções concorrendo a melhor este ano: “O regresso”, “Ponte dos espiões”, “Brooklyn”, “A grande aposta”, “Mad Max: Estrada da fúria”, “Perdido em Marte”, “O quarto de Jack” e “Spotlight: Segredos revelados”. Normalmente, longas com o maior número de indicações e que concorrem a melhor filme e diretor – caso de “O regresso” – têm grandes chances de levar os dois prêmios, mas quem pode acabar com parte da festa da história de vingança contada por Iñárritu é “A grande aposta”, que vem sendo apontado por muitos como o favorito para a categoria principal. Motivos para isso não faltam: o principal é que o filme de Adam McKay sobre a crise econômica de 2008 venceu o prêmio do Sindicato dos Produtores, que abriga boa parte dos sete mil votantes da Academia e tem dado o prêmio para o mesmo vencedor do Oscar desde 2006.

Além disso, nenhum diretor conseguiu vencer por dois anos consecutivos a categoria de melhor filme; e, para encerrar, a imprensa americana vem criticando duramente a divulgação feita para “O regresso”, que prefere privilegiar as dificuldades encontradas para a produção do que suas qualidades artísticas. Ao mesmo tempo, Alejandro Iñárritu é o favorito para levar pelo segundo ano consecutivo a estatueta de diretor: vencedor ano passado por “Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)”. Ele venceu o prêmio pelo Sindicato dos Diretores, que não transferiu sua preferência para a premiação da Academia apenas sete vezes desde 1948. Um novo triunfo do mexicano pode alimentar as esperanças de que “O regresso” encerre a noite com o principal prêmio, pois a dobradinha melhor diretor/filme já se repetiu em 63 das 87 edições anteriores.

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Agora vai, Leo?

A questão capaz de eclipsar as duas principais categorias do Oscar é: Leonardo DiCaprio vai para o trono ou não vai? O ator de 41 anos é o grande favorito para levar, enfim, a estatueta de melhor ator, graças à sua atuação no papel de Hugh Glass em “O regresso”. Indicado em outras quatro oportunidades (três como ator principal, e uma como coadjuvante), DiCaprio foi o vencedor pelo Sindicato dos Atores, e a vitória de qualquer um dos outros candidatos (Bryan Cranston, Matt Damon, Michael Fassbender e Eddie Redmayne) será vista mais como surpresa do que injustiça. Na categoria atriz, Brie Larson é considerada a favorita a levar o Oscar pela sua atuação em “O quarto de Jack”, mas Cate Blanchett (“Carol”) tem chances de levar o seu terceiro prêmio da Academia. Entre os filmes estrangeiros, “O filho de Saul”, da Hungria, vem sendo considerado praticamente uma unanimidade entre os jornalistas. O vencedor do Festival de Cannes em 2015 trata de um assunto que sempre chama a atenção e tem a simpatia dos membros da Academia: o massacre dos judeus pela Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Brasil animado

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Para quem esperava que o longa “Que horas ela volta?’, de Anna Muylaert, estivesse concorrendo a filme estrangeiro, a torcida para que o país enfim conquiste um Oscar veio do surpreendente – e pouco conhecido até sua indicação – “O menino e o mundo”, de Alê Abreu, que concorre a melhor animação com “Divertida mente”, “Shaun, o carneiro”, “Anomalisa” e “As memórias de Marnie”, numa edição em que a Academia deixou de fora “O bom dinossauro” e “Snoopy & Charlie Brown”. A torcida, porém, terá que ser na base da reza forte, pois o favorito disparado para levar o prêmio é “Divertida mente”, um dos melhores filmes da Pixar – estúdio de animação que já levou sete prêmios em dez indicações – e que ainda concorre a roteiro original.

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