Quando ouviu de um colega que só desenhava bem por copiar as imagens, o jovem artista Luiz Gonzaga partiu de vez para a criação, deixando de lado companheiros de longa data, entre eles, Homem-Aranha, Super-Homem e Recruta Zero. Filho de pai carpinteiro e mãe doméstica, o juiz-forano não teve acesso à televisão durante a infância. Por conta disso, descobriu cedo as histórias em quadrinho e, com elas, sua vocação para o desenho. Certo dia, uma professora o apresentou ao artista plástico Petrillo, que lhe ofereceu uma bolsa de estudos. Da caneta esferográfica, ele passou para o nanquim. A partir de 2004, ano em que participei da primeira mostra coletiva, adotei o nanquim como principal material de trabalho, conta Gonzaga. Em 2005, o jovem, que desenha o tempo todo, promoveu sua individual de estreia, Ranhura nua. Com dúvidas sobre qual faculdade cursar (artes, letras ou comunicação), ele vem experimentando colagens tridimensionais. Também participa de projetos de arte-postal no país e no exterior e costuma ilustrar capas de CDs, como o da banda local Híbrida, Souvenir, que teve apoio da Lei Murilo Mendes.
Livro – O mal-estar na cultura, de Sigmund Freud
Interessante ensaio, no qual Freud tenta explicar por que vivemos uma dolorosa e incansável busca pela felicidade
Filme – 2001 – uma odisseia no espaço, de Stanley Kubrick
Verdadeiro clássico da ficção científica. O filme ainda traz aquela também clássica trilha sonora
Exposição – O mundo mágico de Escher
Esteve no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio. Linda exposição de um artista cuja obra enigmática passei a admirar mais
Artista visual – Blu (www.blublu.org)
Me identifico com as obras desse grafiteiro italiano que aborda questões sociais e políticas de forma muito interessante
Artista plástico – Cândido Portinari
Um dos maiores artistas brasileiros. Sua obra é uma das principais referências para temáticas sociais
Site – www.obviousmag.org
Bom site, com conteúdo cultural muito diversificado. Visito sempre
Obra de arte – Mulher com sombrinha, de Claude Monet
Sempre que me deparo com as reproduções dessa obra, imagino o próximo movimento da mulher. Virar o rosto para frente? Ajeitar o cabelo?
