Ícone do site Tribuna de Minas

Moradores questionam local do desfile de carnaval em 2023

carnaval
RUA MARIA PERPÉTUA deve ser, segundo texto do abaixo-assinado, local de concentração das escolas (Foto: Reprodução/Google Street View)
PUBLICIDADE

Sem desfiles de escolas de samba desde 2017, o carnaval de Juiz de Fora teve confirmado o retorno do evento no último mês de maio, quando o Grupo de Trabalho (GT) do Carnaval, criado pela Prefeitura de Juiz de Fora, anunciou que o desfile das agremiações retornaria em 2023, na data reservada à folia em todo o país (entre 18 e 22 de fevereiro). Na ocasião, foi anunciado ainda que o local dos desfiles voltaria para a Avenida Brasil, porém em novo trecho, entre as ruas Manoel Setembrino e Benjamin Constant. Essa alteração, em particular, desagradou parte dos moradores do entorno, que chegaram a fazer um abaixo-assinado para pedir outra mudança da Passarela do Samba, entregue na última semana para o sistema Prefeitura Ágil, além do Ministério Público de Minas Gerais.

Um dos responsáveis pelo movimento, um morador afirma ter entrado em contato com a Funalfa e ouvido que a fundação seria responsável apenas pela promoção do carnaval, e que a questão do local ficaria a cargo da Secretaria de Governo. Ele também afirma ter entrado em contato com alguns vereadores, mas a proximidade das eleições teria impossibilitado algum avanço. “Eu vi os problemas causados pelos desfiles quando aconteciam próximos a casas de parentes”, argumenta.

PUBLICIDADE

Junto a outros moradores, foi elaborado um abaixo-assinado que reuniu cerca de 140 assinaturas de comerciantes, membros de igrejas, frequentadores e moradores das ruas Maria Perpétua, Henrique Vaz, Avenida Surerus, 31 de Maio, Vitorino Braga, Avenida Brasil e adjacências “em que veem de forma perplexa e ao mesmo tempo repudiam” a realização do carnaval de 2023 nos endereços listados. Ainda de acordo com o abaixo-assinado, o local teria sido escolhido sem que moradores ou comerciantes tivessem sido consultados ou recebessem alguma satisfação sobre a decisão.
A Tribuna questionou a Funalfa a respeito do movimento dos moradores, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

Sair da versão mobile