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Pra Demorar e Laura Conceição lançam ‘Não é um assalto’, canção sobre resistência inspirada em Vinicius Jr

Pra demorar Reproducao
Pra Comemorar e Laura Conceicao Divulgacao
Música inspirada em Vinicius Jr traz reflexões sobre o racismo e a falta de oportunidade (Foto: Divulgação)
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Com uma melodia suave, que mistura a delicadeza de toques melódicos à força do rap, o duo Pra Demorar – formado por Bruna Marlière e Thiago Pável – lança a música “Não é um assalto” na quinta-feira (28) em todas as plataformas digitais. A canção, que venceu o Festival Nacional da Contraf e é semifinalista no Festival Nacional da Canção, conta com a participação da artista Laura Conceição.

A composição dialoga com temas como desigualdade, preconceito e resistência, tendo o futebol como metáfora de esperança. Inspirado em uma partida de Vinicius Jr, em 2019, Thiago criou a letra refletindo sobre a trajetória do jogador e os obstáculos enfrentados por jovens negros e periféricos no Brasil.

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“Naquele jogo, o Vini Jr tinha apenas 17 anos, mas entrou em campo com tudo, fez dois gols e classificou o time. Pensamos: ‘quantos desafios esse garoto enfrentou até chegar ali? E quantos meninos e meninas como ele são diariamente desrespeitados pela sociedade?’”, relembra o compositor.

A narrativa da música acompanha a história de um garoto que, vítima do racismo, encontra no futebol a chance de dar o “drible perfeito”. A cena em que mãos, antes erguidas pelo medo, se transformam em aplausos para celebrar um gol sintetiza a força da mensagem. “É a realidade do nosso país. Mesmo sendo um astro mundial, o Vini ainda sofre as marcas do preconceito”, reforça Thiago.

Parceria com Laura Conceição

Laura Conceição participa da música com rap (Foto: Reprodução)

A participação de Laura Conceição surgiu de forma espontânea em um encontro de compositores. Segundo Bruna, a voz da artista trouxe exatamente o que faltava à canção.

“Quando ouvimos a Laura, percebemos que era o complemento ideal. Além de admirarmos muito o trabalho dela, sua presença tornou a música mais plural, moderna e potente, reforçando a mensagem que já queríamos passar”, destaca.

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Música engajada em tom leve

O duo, que já tem histórico de produções com viés político, explica que a escolha de uma sonoridade mais suave buscou ampliar o alcance da mensagem.

“Refletimos sobre como algumas músicas conseguem tratar de assuntos sérios sem carregar o drama no arranjo ou na interpretação. Queríamos transmitir uma mensagem importante, mas de forma acessível, capaz de alcançar mais pessoas sem se tornar sombria ou pesada demais”, explica Bruna.

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*Estagiária sob supervisão da editora Gracielle Nocelli

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