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Pastelaria Mexicana é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Juiz de Fora

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Com mais de cinco décadas de história, Pastelaria Mexicana mantém viva a tradição no coração de Juiz de Fora (Foto: Felipe Couri)
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A tradicional Pastelaria Mexicana, um dos ícones da gastronomia popular juiz-forana, foi reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural de natureza Imaterial de Juiz de Fora. A lei foi promulgada nesta quinta-feira (26), em reconhecimento à contribuição histórica e afetiva do estabelecimento para a cultura local.

O texto destaca que a pastelaria é “reconhecida como expressão significativa do saber-fazer tradicional da gastronomia popular e da memória afetiva da população juiz-forana”.

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A história da Pastelaria Mexicana começa em 1966, em Barbacena, quando José Victor Furtado e a esposa, Neide, decidiram complementar a renda da família vendendo pastéis em bares próximos de sua casa. Logo, José Victor passou a circular pela cidade com um tabuleiro de madeira preso à cintura e um sombrero mexicano, que ganhou as cores da bandeira do México durante a Copa de 1970. Acompanhado de bordões como “Diretamente do México para a torcida brasileira, um pastel quentinho, gostoso e barato!”, ele chamava a atenção por onde passava.

“Para quem começou no tabuleiro, chegamos muito longe”, relembrou Neide em entrevista concedida à Tribuna de Minas em 2016, por ocasião dos 50 anos do negócio da família Furtado.

Ao longo dos anos, o ponto de venda móvel passou por locais como a Santa Casa, a Casa d’Itália e o Sport Club Juiz de Fora, até se estabelecer, em 1978, na esquina das avenidas Itamar Franco e Barão do Rio Branco, no Centro, onde permanece até hoje, em um ponto alugado da Prefeitura. A empresa também possui uma loja no Bairro Santa Terezinha, na Região Nordeste da cidade.

No site oficial, os proprietários revelam os pilares que sustentam o sucesso da pastelaria ao longo de mais de cinco décadas: “Qualidade é muito importante, depois o tempero e, em terceiro lugar, nunca guardar nada para o dia seguinte. Tudo deve ser feito na hora e sempre fresquinho. Deve-se caprichar na massa. Nós fazemos um tipo de massa de pastel que é diferente. Ela é mais crocante. Não como um pastel de vitrine que acaba ficando duro. Acaba de fritar e já pode entregar ao freguês”.

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A proposta simples, mas eficiente, é apontada pela família como o motivo de uma clientela diversa. “A simplicidade atrai desde o público de bermuda e chinelo até a classe A.”

*Estagiária sob supervisão da editora Gracielle Nocelli

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