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Sophia Bispo e Sabrina de Jesus Ferreira lançam fanzine

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Sophia Bispo, Sabrina Ferreira e o primeiro fanzine, “Versos cativos”. (Foto: Divulgação)
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O perfil do Instagram “A alma ama” ganhará cara neste domingo (27). Duas, na verdade, embora uma seja tímida, como admite. É que as estudantes Sabrina de Jesus Ferreira e Sophia Bispo, ambas de 16 anos, estrearão, às 19h, o Sarau das Almas que Amam. Sabrina e Sophia já assinam, respectivamente, os desenhos e os versos do perfil. Mas é a primeira vez à frente da organização de um sarau. “Eu participei de alguns saraus on-line (como poeta). Acho que mais de cinco já. Mas é o primeiro que eu organizo”, diz Sophia. Sabrina endossa. “Nunca estive a par de algo deste tamanho. Então, para mim, é tudo muito novo, estranho.” Ambas lançarão na primeira edição do evento on-line o fanzine “Versos cativos”. A publicação, em pré-venda desde a última quarta-feira (23), reúne poesias e artes gráficas.

A intenção é reunir em aproximadamente uma hora e meia ao menos seis poetas locais. Já estão convidados Laura Roter e Thainá Sales, bem como Antônio Carlos Lemos Ferreira, Arthur Vianeli, Éric Meireles de Andrade e Pedro Henrique de Oliveira, o KING. “Só que no final vamos abrir a transmissão para qualquer poeta que estiver assistindo ou qualquer outra pessoa que quiser declamar uma poesia junto com a gente”, acrescenta Sophia. Elas pensam em apenas três, quatro poetas para que a transmissão não fique extensa. “Queremos algo leve, já que é no final de domingo.” Cada poeta terá aproximadamente três minutos para recitar, tempo a que a maioria está acostumada em slams. “Depois sobram entre sete e dez minutos para conversarmos”, pontua Sophia.

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Já a ideia do fanzine nasce na verdade da intenção de Sabrina e Sophia em testar os cerca de mil seguidores da página no Instagram. “Queremos saber se é um público comprador, por exemplo”, explica Sophia. “E, também para nos incentivar a fazer outras obras desse tipo, até lançar livros e coisas do gênero. Como somos artistas independentes, é mais difícil ter acesso a um grande público.” Conforme Sabrina, a revista é um tanto quanto minimalista para que combine com as poesias. “Há páginas que só têm desenhos – vocês vão ter que comprar para descobrir quais são. Cada (edição física do) fanzine terá uma dedicatória com assinatura nossa.” Sophia, por sua vez, acrescenta que a publicação é uma junção sua com Sabrina. “Tudo o que tem desenho é dela. Eu só estou na parte da edição. Eu escrevi os textos e ela os interpretou nos desenhos. Além disso, diagramamos juntas.”

Uma das poesias – “Deusa marroquina” – é, inclusive, para Sabrina, relembra Sophia. O fanzine ainda tem outras nove. “Elas refletem exatamente o que estou passando na pandemia, o que eu vejo, influenciada pelo cenário político.” A edição física do fanzine custará R$ 7,50, mas é limitada a 40 volumes. Uma já é da Escola Municipal Carolina de Assis, onde elas estudaram no ensino fundamental. “Eles fizeram o possível nos educando e nos alfabetizando, então a gente tem que dar uma retribuída sempre”, diz Sophia. Já a edição digital, em PDF, custará R$ 6, e, ainda que não tenha dedicatória, é colorida, ao contrário da física. Os interessados podem entrar em contato com Sabrina e Sophia pelo Instagram. Se tudo der certo, mais edições vêm por aí, diz Sabrina. “Tem muitas pessoas que vão lá para serem divulgadas, que têm um perfil de poesia etc, então todo mundo se ajuda. É uma maneira de a gente conhecer gente nova e ficar em casa.”

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