
São quase dez anos de estrada e muitos shows, muitas canções, mas só agora o grupo Só Parênt coloca em um álbum de estúdio a mistura de forró, reggae e outros ritmos que marcam a sonoridade da banda. A celebração do disco de estreia será nesta sexta-feira, no Cultural Bar, com participação especial de Fernando Anitelli, de O Teatro Mágico. A noite também terá o show do grupo Soul Rueiro e DJ Tomate comandando a pista de som.
Apesar de só agora lançarem um álbum, o Só Parênt já tem o registro em DVD de um show feito no mesmo Cultural em 2012. Para o baterista Gustavo Mad, a “contradição” é normal devido à trajetória da banda. “O Só Parênt nasceu no palco, na noite, não teve uma pessoa que idealizou. Como nasceu dessa forma, o registro ao vivo que a gente fez era a realidade que estávamos vivendo. A gente tinha essa coisa de tocar no quintal de casa até se desenvolver essa realidade mais madura, de precisar explorar lugares novos” diz ele.
Essa maturidade pode ser vista pela própria mudança no som da banda com o passar dos anos. Mesmo assim, na hora de fazer a primeira incursão ao estúdio, era preciso contar com a experiência de quem já conhecia o caminho das pedras. Por isso, o escolhido para a missão foi o produtor Tadeu Patolla, que trabalhou com o Charlie Brown Jr. “Chamamos o Patolla para nos ajudar a lidar com esse mecanismo novo (do estúdio), que tem uma energia diferente de gravar no palco. E ele é o sujeito ideal para o momento que estamos vivendo.” Totalmente independente, o álbum de estreia do Só Parênt sairá pelo selo do produtor, o Patolla Rec, e terá desde canções conhecidas pelo público a faixas ainda inéditas, como “Mundo interior”.
A única música que não tem a assinatura do grupo ou de algum parceiro musical é “Chega de mágoa”, lançada em compacto em 1985 e que fazia parte de uma campanha de arrecadação de dinheiro para as vítimas da seca no Nordeste.
Com sede de estúdio, o Só Parênt já iniciou a pré-produção do segundo disco, que deve ser lançado no final do ano ou no início de 2016 também sob a batuta de Tadeu Patolla. Depois, os dois discos serão reunidos para formar um álbum duplo. “Demos uma parada devido à promoção do nosso primeiro disco. Gravar é fácil hoje em dia, o complicado é fazer o trabalho de promoção, divulgação”, destaca. Com o disco embaixo do braço, a banda vai colocar o pé na estrada para vender o seu peixe sonoro. Após rodar incontáveis cidades mineiras e também no Rio de Janeiro, o grupo planeja se fazer conhecido em São Paulo – e também no exterior. Já fizemos duas turnês fora do Brasil. Na primeira, em 2013, tocamos em Portugal e na Holanda. No ano passado, foram 12 shows em oito cidades de cinco países diferentes (Portugal, Alemanha, Rússia, Noruega e França)”, relembra Gustavo. Este ano, eles voltam para a Europa no final de julho e retornam apenas em setembro. No roteiro, os mesmos cinco países do giro de 2014, acrescidos da Holanda.
SÓ PARÊNT
Com Soul Rueiro e DJ Tomate
Nesta sexta-feira, às 23h
Cultural Bar
(Avenida Deusdedit Salgado 3.955 – Salvaterra)

