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Pensando na base da construção

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Passadas as polêmicas que envolveram o Circuito Fora do Eixo – grupo que reúne coletivos culturais e é responsável pela Mídia Ninja que rendeu notoriedade após a cobertura em vídeo dos protestos ocorridos no país em junho -, uma nova edição do Festival Sem Paredes reflete outros aspectos da ideologia da Casa Fora do Eixo de Juiz de Fora, que não os gostos musicais, predominantes no ano passado. Na terceira edição, prevalecem as oficinas e os debates, restando para os dois últimos dias os shows. Esse ano, no festival – diferentemente dos anos anteriores que se voltava para as apresentações, muito por conta da casa -, nossos estímulos nos levaram a um perfil de formação e ações ambientais, conta Marcelo Castro, músico e um dos integrantes da Casa Fora do Eixo de Juiz de Fora.

Além de oficinas de papel reciclado, jardim em espiral de ervas, tintas de solo, sabão produzido a partir do óleo de cozinha e outras atividades que objetivam uma vida sustentável, o evento prevê, até sábado, atividades lúdicas como a confecção de um forno de pizza e a prática de slackline e yoga. Ponto alto da programação, as oficinas de pós-TV darão dicas para quem deseja colaborar com o canal on-line da organização. Por meio do tal canal, em junho de 2011 surgiu o grupo Mídia Ninja, que fez coberturas alternativas nos protestos desse ano. Já temos uma mídia muito travada. Com a internet e com as redes sociais, o acesso se tornou mais democrático. Hoje todo mundo é capaz de gerar conteúdo e fazer a informação circular, explica Castro. Inclusive, hoje o festival fará um debate sobre hortas urbanas, que será transmitido ao vivo pela internet.

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Segundo Marcelo Castro, a programação de 2013 não reflete as recentes polêmicas, que, para alguns especialistas, serviu como enfraquecimento do grupo, mas se deve à não aprovação do projeto do Festival Sem Paredes na Lei estadual de incentivo à cultura, que apoiou as outras duas edições. Nossa principal fonte de arrecadação era a lei. Mesmo assim, conseguimos parcerias na cidade e mantivemos programação totalmente gratuita. As polêmicas vieram para agregar e não para afastar as pessoas, comenta. O Fora do Eixo é uma rede muito grande. Cada casa tem seu perfil. Esse ano temos uma sustentabilidade mais acertada. O que apresentamos no festival é a nossa cara, a cara da nossa casa, completa Castro.

Formada por Luis Lopes (bateria), André Míglio (voz), Danilo Guimarães (baixo) e Leo Lachini (guitarras), a banda Falcatrua, de Belo Horizonte, se apresenta no próximo sábado, 30, às 23h, no Café Muzik. Com mais de dez anos de estrada, a formação mineira aposta no rock para falar de questões sociais. Na mesma noite, apresenta-se o grupo também da capital mineira 12duoito, que mistura samba, ciranda, maracatu, rock setentista, soul e dub, em linguagem igualmente reflexiva. Formada por Digão (bateria), Jefin (voz), Rita Silva (voz), Dellano (baixo), Aldair Pinto (guitarra), Nelsinho (percussão), Rafael Cotonete (percussão) e Riferson (percussão), a banda divide a noite, ainda, com os juiz-foranos do Nagô Reggae Instrumental.

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