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R$ 2 mi para o museu

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Villa Ferreira Lage: previsão de abertura para visita a obras em 2014
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Villa Ferreira Lage: previsão de abertura para visita a obras em 2014

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A Copa do Mundo, para além dos estádios, pretende renovar o cenário dos museus nacionais. Entre 2013 e 2014, 12 instituições brasileiras receberão patrocínio da Petrobras, para que possam revitalizar suas instalações servindo como atrativos turísticos para o evento. Um dos selecionados, o Museu Mariano Procópio será contemplado com R$ 2 milhões, 10% do total do incentivo (R$ 20 milhões) que integra um programa especial para a Copa, resultado da parceria entre Ministério da Cultura (MinC), Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a petrolífera.

Segundo o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, é um dever da ação cultural brasileira garantir, no período mais breve possível, a reabertura do museu juiz-forano. "Me empenhei muito em assegurar este recurso para o Mariano Procópio. Fiquei muito feliz de ter conquistado esse apoio do MinC logo no início de minha gestão", pontua o mineiro, ex-prefeito de Ouro Preto e curador de estreita relação com a cidade.

"Reconhecemos a importância singular do museu, e, apesar de municipal, ele pode ser considerado ‘nacional’ pela riqueza de seu acervo do século XIX", comenta, para logo acrescentar: "São obras e peças que o Museu Imperial teve muita dificuldade em encontrar 50 anos depois". A instituição de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, receberá R$ 5 milhões da Petrobras através do programa da Copa. De acordo com Angelo Oswaldo, o programa priorizou instituições que estão a um raio de 200km das cidades-sede do evento esportivo, e os recursos serão liberados a partir de setembro. Os demais contemplados foram: o paulista Museu Lasar Segal; o site de busca Portal dos Museus; os fluminenses Palácio Rio Negro, Museu da República, Museu Chácara do Céu e Museu de Arte Sacra. No Nordeste, Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, Museu da Cidade do Recife, em Olinda, Pinacoteca do Palácio de Cultura, em Natal, e o Museu Nacional de Cultura Afro-brasileira, que será criado em Salvador.

Segundo o presidente, há uma movimentação muito grande por parte dos políticos para que a instituição fundada por Alfredo Ferreira Lage receba verbas federais, o que configura a rede de apoios necessária para a tão almejada reabertura. "Continuaremos buscando mais recursos para que não haja mais interrupção dessa trajetória", compromete-se.

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Villa à vista

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Após o anúncio do repasse dos R$ 2 milhões, que ainda será oficializado em cerimônia formal com a Petrobras e os órgãos governamentais de cultura, o Museu Mariano Procópio alcança R$ 9,575 milhões para a revitalização da Villa Ferreira Lage, que se localiza no alto do parque.

Mesmo com altas cifras à vista, o superintendente do museu, Douglas Fasolato afirma: "Ainda não temos nada em mãos". Mas muito já está a caminho. Promessa feita em abril pela Secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, R$ 5 milhões sairão dos cofres do Governo de Minas Gerais. "Estamos apenas aguardando a liberação. Já assinamos esse contrato", diz Fasolato.

Já empenhada, a emenda parlamentar apresentada pelo deputado federal Marcus Pestana (PSDB), no valor de R$ 500 mil, está em fase de elaboração do convênio, no qual a Prefeitura de Juiz de Fora assume, como contrapartida, a destinação de R$ 75 mil de seu cofre às obras do museu. Pestana também já solicitou, este ano, emenda de R$ 1 milhão, que ainda não foi contemplada."

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Assinado no último dia 19, o convênio entre a Prefeitura e a MRS Logística destina R$ 1 milhão, em quatro parcelas, via Lei Rouanet, com isenção de imposto à concessionária que opera a Rede Ferroviária Federal na Região Sudeste.

Segundo Fasolato, dos quase R$ 10 milhões, a maior parte será gasta nas obras que visam à reabertura da Villa, mas uma parcela precisará ser revertida para obras emergenciais do Prédio Mariano Procópio (Anexo). "Vamos realizar a obra com rigor técnico e em conformidade com as cartas patrimoniais e de museu, perseguindo a originalidade do prédio", diz Fasolato, pontuando os altos custos que envolvem o trabalho meticuloso comprometido com a memória da instituição.

Até agora, o telhado, o piso e o forro da Villa já foram recuperados, bem como as instalações elétricas, de telecomunicação e outros cabeamentos, faltando, ainda, a etapa de luminotécnica e restauração artística. Além do cuidadoso processo que envolve a reabertura da Villa e do Prédio Mariano Procópio, o museu também enfrenta os processos licitatórios e outros mecanismos burocráticos que conferem morosidade às ações.

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"A cidade precisa reconhecer que o museu ganhou um foro nacional. Mais do que o valor em reais é o reconhecimento da importância do museu para o turismo, para a história e para a arte do país", observa Fasolato, muito mais enfático quando questionado sobre a reabertura parcial em 2014: "Trabalho para isso".

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