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Madrigal promete universo a ser descoberto

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Jan Dismas Zelenka nasceu, em 1679, em um pequeno povoado ao sudoeste de Praga, na Boêmia (atual República Tcheca). Esquecido durante séculos, era considerado pelo contemporâneo alemão Johann Sebastian Bach um compositor excepcional. Já Pelham Humfrey nasceu em Londres, em 1647, e influenciou diretamente compositores de peso como William Turner, Henry Purcell e John Blow. Apesar de relegados pelo tempo, ambos são, hoje, considerados grandes nomes da música barroca. No concerto desta noite, incluído na programação do 24º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, o Madrigal do Festival, sob direção do maestro e flautista Homero Magalhães Filho, resgata a obra dos dois.

No repertório, Salmo 113, de Zelenka – que conta com solos de cantores e acompanhamento de oboés e orquestra de cordas -,O lord my God, de Humfrey – com acompanhamento de órgão e orquestra de cordas -, são consideradas pelo regente uma oportunidade para se perceber o vasto universo da música barroca mundial. Sempre procuramos um repertório pouco conhecido. É interessante tanto para os alunos quanto para os espectadores fazerem novas descobertas, comenta. Composto por alunos de canto e regência coral do festival, o grupo foi selecionado pelo maestro no início das duas semanas de estudos e concertos. Esse ano, o programa está mais ambicioso. Tivemos um recorde de participantes, aponta o maestro, pontuando que só no conjunto vocal haverá mais de 20 vozes.

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Nascido no Rio de Janeiro e radicado em Paris, na França, há mais de três décadas, onde leciona regência e canto coral, Homero Magalhães Filho, passados exatos 20 anos em que participa do festival, não deixa de se entusiasmar com o potencial dos alunos que encontra em Juiz de Fora. O que constato, com muito prazer, é que os participantes se tornaram meus colegas. Sempre os reencontro no espaço profissional, diz. Somando diversas passagens por coros ao redor do mundo como regente convidado, ele destaca que o crescente interesse pela música barroca permitiu uma espécie de releitura. Uma das coisas que se descobriu é a possibilidade de improvisação, e a música popular tem mais ou menos o mesmo espírito, afirma, apontando que, na formação do Madrigal desse ano, há três cantores que transitam entre o rock e a MPB, demonstrando alta capacidade de improviso.

MADRIGAL DO FESTIVAL

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Hoje, às 20h30

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Igreja do Rosário

(Rua Santos Dumont 215 – Granbery)

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