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Busca pelo significado da vida

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A gente sempre tomou o cuidado para que a peça não fosse taxada de religiosa, embora tenhamos esse DNA, afirma o ator Guilherme Calderano, que se valeu de sua vasta experiência no teatro amador do Bairro Santa Luzia, durante a Semana Santa, para fundar o grupo Ato Falho, ao lado do também ator Eduardo Crochet. A jovem companhia estreia na cena juiz-forana com a peça O 4º homem sábio, em cartaz aos sábados e domingos até o dia 4 de agosto no Colégio de Aplicação João XXIII. Contamos a história de um homem que busca incessantemente uma coisa que, para ele, é o significado da vida. No final, acaba percebendo que todos os obstáculos pelos quais precisou passar eram essenciais para que tudo acontecesse, completa o ator, certo de que, apesar de se tratar de um texto de época, a montagem explora valores necessários aos tempos atuais, como perseverança, fidelidade, amizade, compaixão e comprometimento. Tratamos de questões muito fortes, e as pessoas têm se emocionado bastante, garante.

Na montagem da jovem companhia, não existe aquela tradicional espera na plateia. O público só é convidado a ocupar seu lugar quando a apresentação está começando. No palco, a atriz Sandra Almeida troca de figurino em cena aberta, enquanto narra a história de Artaban, sábio filho de um antigo rei da Pérsia, que, à luz das sagradas escrituras, vende tudo o que tem e sai ao encontro do Messias. Seu companheiro de aventura é o fiel servo Orontes, ansioso por conquistar a liberdade prometida pelo pai do amigo de jornada. Como elemento cênico, apenas uma caixa de ferro cercada de sisal que vira o que os atores quiserem, ora servindo de manjedoura, ora de mesa, ou até mesmo de porta. Na confecção da cenografia, eles contaram com a criação de Frederico Crochet, que também assina o figurino ao lado de Robson Ribeiro. A gente quis fugir das tradicionais túnicas brilhantes, tão utilizadas em produções que retratam outros tempos, comenta Calderano. A trilha sonora é do músico Tiago Calderano, integrante da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, e Renato Costa.

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Clássico que não saiu da cabeça

Assistir ao clássico O quarto homem sábio quando ainda eram adolescentes foi o suficiente para que os amigos Guilherme Calderano e Eduardo Crochet decidissem que, um dia, voltariam ao texto, escrito por Henry van Dyke e imortalizado nas telonas por Michael Ray Rhodes. Depois que cada um seguiu seus caminhos, um como professor de matemática e outro de filosofia e história, o desejo guardado por anos renasceu. Após 12 meses de uma pesada rotina de compromissos profissionais em meio a ensaios uma vez por semana e produções, o trabalho chega ao público com apoio da Lei Murilo Mendes.

De acordo com Calderano, quando criaram o Ato Falho, o objetivo era mostrar algo que está subtendido. Aquilo que é dito para a sociedade de propósito e de maneira sutil, explica ele, justificando o nome da companhia, formada por componentes oriundos de diversos gêneros do teatro, do religioso à comédia, passando pelo escolar: Guilherme, Tiago e Bernardo Calderano, Eduardo e Frederico Crochet, Judson e Leonardo Lima, Andreia Rodrigues, Sandra Almeida, Camila Fonseca, Carol Futuro, Robson Ribeiro, Renato e Viviane Costa e Nelson Faria, responsável pela direção. Mesmo sem possuírem ainda quaisquer projetos concretos para o futuro, uma coisa é certa para a trupe: ‘O 4º homem sábio’ é um drama muito bonito. Com certeza, depois dele, nos sentiremos desafiados a fazer algo bem diferente.

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O 4º HOMEM SÁBIO

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Sábados e domingos, às 19h30. Até 4 de agosto

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Anfiteatro do Colégio de Aplicação João XXIII

(Rua Visconde de Mauá 300)

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