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‘No final das contas, tudo é rock’

para o show o martiataka busca referencias nos anos 1960 e 1970

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Para o show, o Martiataka busca referências nos anos 1960 e 1970
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Para o show, o Martiataka busca referências nos anos 1960 e 1970

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“Tubo de ensaio” é o espetáculo que a Cia e Dança Masculina Jair Moraes apresenta domingo no Central

Esse sexteto já gravou um disco com músicas mais pop. Outro com uma pegada mais punk, outro acústico, e por aí vai. “No final das contas, tudo é rock”, dispara Wendell Guiducci, vocalista da banda Martiataka, que, neste domingo, às 15h, bate ponto no deque do Cultural Bar para celebrar seus 15 anos de estrada com gravação do DVD “Martiataka ao vivo: Tá alto pra c@#$%&*!!!”. O show faz parte do Maio Cultural, promovido em comemoração ao aniversário de 166 anos de Juiz de Fora. Até 31 de maio, data oficial da fundação do município, o projeto segue com teatro, dança, música, literatura, cinema, artes plásticas, esportes, feira de artesanato, mágica, entre outras atrações. Só nesse feriado prolongado tem lançamento de EP da cantora Fernamda Ca, Show do Onze:20, programação cultural “Da noite para o dia”, apresentação do espetáculo “Tubo de ensaio”, da curitibana Cia. de Dança Masculina Jair Moraes e muito mais.

Com recursos da Lei Murilo Mendes, o DVD do Martiataka vai reunir 23 números dos quatro álbuns lançados desde 2005. Com 60 músicas no repertório, escolher o que entraria no novo trabalho não foi fácil. “Tentamos fazer um apanhado que fosse representativo de todas as fases da banda”, comenta o cantor, enfatizando que, buscando nas suas referências, o grupo levará para o espaço ao ar livre a aura dos shows dos anos 1960 e 1970.

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Quanto ao country gótico do último CD, Wendell avisa que ele nunca existiu de verdade. “É um fantasma. Nunca fizemos o mesmo disco duas vezes, sempre tentamos mudar. Escolhemos este nome no meio de uma brincadeira do nosso produtor. Mas apenas uma música desse disco, que é acústico, estará no repertório, que é ‘Armadilha'”, conta Wendell. “Como será um show elétrico, eletrizante, alto e suado, a maioria das músicas vem de outros álbuns, dos discos plugados. Quanto aos arranjos, sim, mudamos alguns detalhes. Algumas mudanças que já vínhamos tocando ao vivo ao longo da carreira, e outras que fizemos durante os ensaios para a gravação do DVD.”

14 homens e uma mulher

Sobre “Tubo de ensaio”, apresentado em sessão única neste domingo, às 18h, no Cine-Theatro Central, o diretor da Cia. de Dança Masculina Jair Moraes explica que o espetáculo é uma reunião de 12 coreografias com uma linguagem contemporânea. “É uma reconfiguração dos valores criativos inerentes em cada artista bailarino, sua vivência em cena e fora dela. A personalidade individual e principal, sua capacidade de transformar todos esses objetivos em movimentos coreográficos”, afirma Jair, que chega com 14, dos 20 bailarinos que integram a trupe.

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Para surpresa da plateia, eles dividem a cena com uma mulher. “É uma bailarina convidada. A nossa ideia é justamente jogar no mercado brasileiro homens, o que é mais difícil de se formar. A preparação masculina é um pouco mais acelerada”, conta o diretor, cuja intenção de promover e valorizar a dança masculina como forma de inserção social se mantém após os 13 anos de fundação do grupo.

“O objetivo é abrir oportunidades no mercado de trabalho, incentivando novos criadores, professores, diretor de cena, figurinista, cenógrafo, cenotécnicos, entre outras funções. A companhia é um viveiro, uma fábrica de bailarinos. Eu os preparo para o clássico e para o contemporâneo.”

Lançamento duplo

A cantora e compositora Fernamda Ca regressa a Juiz de Fora nesta quinta-feira, às 20h, no CCBM, para show de lançamento do EP “Pra sempre”, nome da música de trabalho, composta por ela e o parceiro e guitarrista Marcos Falcão. “Meu novo CD é reflexivo e mostra a simplicidade das coisas eternas. ‘Pra sempre’ é delicado, suave, e, ao mesmo tempo, denso e profundo”, comenta a artista, que, no trabalho, contou com a participação de Mr. Catra e o vocalista da banda Picassos Falsos, Humberto Effe.

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Para a apresentação, Fernamda preparou não só as faixas do álbum, mas também canções autorais de trabalhos anteriores, além de releituras de músicas, como “Cais” (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos), “Por causa de você, menina” (Jorge Ben Jor) e “Igual desigual”, poema de Carlos Drummond de Andrade. Antes de subir ao palco, Falcão lança o livro “Efeitos: para guitarra e outros instrumentos”. Composta por textos e fotos, a obra é dividida em dois volumes e pode ser consultada por músicos experientes e iniciantes. Repetindo a parceria, Fernamda Ca faz a produção executiva da criação, publicada com apoio da Lei Murilo Mendes.

Samba e literatura

Ainda na quinta-feira, às 16h, a programação se estende para o CEU/Zona Norte, onde tem o espetáculo de ilusionismo “Putz, sumiu”, com Danrlei Carlos. No mesmo horário, o Museu Ferroviário recebe mais uma edição do “Chá com poesia”, sarau literário com participação de Thiago Miranda.

A expectativa é de que a sexta-feira seja em ritmo de samba, pois, às 19h, a Praça Antônio Carlos abriga o Quarteto Visceral, seguido de show promovido pela Liga das Escolas de Samba de Juiz de Fora.

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logo pela manhã, a Liga dos Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora (Leia JF) se concentra, às 10h, no Parque Halfeld. Depois de uma roda de contação de histórias, o grupo vai em “Passeata Literária”, em direção ao Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Por lá, tem mais contação de histórias. Ao longo do dia, a Praça Antônio Carlos recebe várias atrações, entre Roda de Circo e Palhaços de Juiz de Fora, às 11h, e “Noite para dançar”, às 18h, com Banda Scala Show e Arrasta Roots. Ali do lado, a Estação Cultural Estúdio de Dança Silvana Marques ocupa a Praça da Estação com o “Pela praça…”. Entre os destaques do dia, também estão os infantis “Coisas invisíveis”, do Corpo Coletivo, às 16h, no CEU/Zona Norte, e “Anjos e desarranjos”, do Grupo Divulgação, às 16h45, no Forum da Cultura.

Para iniciar o domingo, tem “Piquenique encantado com Alice e o Chapeleiro Maluco” e show com Roda Dança, às 10h, no Parque da Lajinha. Vale também conferir o Circuito Música da Cidade, com show de Duolhodágua, às 11h, na Praça do Bom Pastor. Às 13h, é hora de ir para a Praça Armando Toschi (Ministrinho), onde Érika Oliveira comanda o “Samba do Ministro – A família Tosch e o samba”. O fim de semana termina com show da banda Onze:20, às 20h, na Praça Antônio Carlos. No setlist que mistura reggae, roots e rock, estão os principais sucessos da carreira. Claro que não vão faltar “Querendo te encontrar”, “Sem medo de amar”, “Pra você” e “Meu lugar”.

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