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Mosaico Cultural

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As duas primeiras das 42 horas de maratona artística aconteceram ontem com a Banda do Síndico e os maiores sucessos do cantor Tim Maia, abrindo o 4º Corredor Cultural, realizado pela Funalfa em comemoração aos 162 anos da cidade, celebrados no próximo dia 31. Hoje, o evento reserva música, teatro e atividades infantis, exposição em varais, cortejo com os Bonecos de Olinda, além de show com a banda pernambucana Seu Chico. A programação ininterrupta começa às 8h e só termina amanhã à noite, com show de Jair Rodrigues, acompanhado dos filhos Jairzinho e Luciana Mello. Confira programação completa em www.tribunademinas.com.br.

Quem viaja para o carnaval de Recife e Olinda não tira os olhos do céu. Os bonecos gigantes abrem e fecham a maior festa popular. E hoje eles participam do cortejo, previsto para sair às 13h do Parque Halfeld em direção à Praça Antônio Carlos, onde devem chegar por volta das 15h. Em seguida, os personagens partem para Benfica, onde participam de show de frevo na Praça Jeremias Garcia. Eles vão desfilar acompanhados por seis músicos, com instrumentos de sopro e percussão e dois passistas de frevo. Serão executados ritmos regionais, como frevo e maracatu, além de soul music. Por aqui, 11 bonecos participam dos cortejos retratando personagens como Jair Rodrigues, Milton Nascimento, Luiz Gonzaga, Michael Jackson, Chapeleiro Maluco, Rainha de Copas, Lampião, Maria Bonita, Chacrinha, Charles Chaplin e Tim Maia.

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Na Praça Antônio Carlos, o destaque da programação musical fica por conta do Seu Chico, às 21h. O grupo de Pernambuco trabalha com a releitura de composições de Chico Buarque para boates, festas e eventos. Fundada em 2006, a banda circula por todo o Brasil, representada por Tibério Azul (vocal), Bruno Cupim (percussão), Negro Grilo e Amendoim (percussão), Rodrigo Samico (violão 7 cordas), Vinícius Sarmento (violão) e Vitor Araújo (pianista, prêmio APCA de 2008).

"Começamos como grupo de noite, o que foi mudando com o tempo. Sempre com obras do Chico, revezamos as músicas do repertório entre uma apresentação e outra. Houve uma forte resistência nossa em transformar esta experimentação em projeto artístico, até que os arranjos foram adquirindo nuance e improviso", conta Vitor Araújo.

O foco, segundo ele, foi apresentar um jeito "autoral" de interpretar uma obra com tamanha sofisticação, mas sem perder o sotaque. Canções como "Roda viva", "Essa moça tá diferente" e "A volta do malandro", por exemplo, ganham ritmo de afoxé e maracatu, enquanto "Quem te viu, quem te vê" vira rumba, e "Caçada" toma ares de baião.

Às 17h30, o palco da Antônio Carlos recebe a local Darandinos, cujo nome foi inspirado no conto "Darandina", de João Guimarães Rosa. Nada mais apropriado, pois Anna Cláudia (voz), Lucas Soares (violão, voz e direção musical), Anderson Fofão (percussão e flauta transversa), Rafael Castro (piano, escaleta e acordeom) e Rafael Leite (percussão) prometem sua roupagem rústica para canções baseadas em tradições populares brasileiras, principalmente as produzidas em Minas.

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O Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) volta a sediar a madrugada dançante do Corredor Cultural a partir da meia-noite, com a bandas Radioleft, Hibrida, Rock Celebration, Tráfico de Rock e Trio de Janeiro, além dos DJs Lady Lala e Nylon.

Depois de 30 anos dedicados à medicina, chega para doutora Consuelo o grande, e último, dia de plantão. Mas o que poderia ser um dia de celebração e espera, pelo correr das horas, se transforma em um verdadeiro caos com pacientes cada vez mais malucos. Esta é a trama que promete fazer o juiz-forano rir na peça "Doutor – Como enlouquecer um médico em um dia", encenada hoje, às 21h, no Teatro Pró-Música (Avenida Rio Branco 2.329 – Centro). A peça integra a programação do Corredor, mas a entrada não é gratuita. Ingressos na bilheteria do teatro.

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A atriz Rosane Gofman divide o palco com o filho Yuri, que é também o diretor do espetáculo. Já tendo passado por 16 estados e somando uma plateia de mais de 15 mil pessoas, ela afirma que o sucesso está nos tipos levados ao palco. "A chave é a identificação do público com as histórias dos personagens, que trabalhamos intensamente. É preciso criar as vozes, os movimentos e um corpo específico para cada um", diz Rosane.

Em um enorme varal, os fotógrafos do coletivo carioca O Estendal criam um "burburinho" em torno de suas ideias, inovando os métodos de criação e o jeito de expor e distribuir sua arte. Desde agosto de 2010, O Estendal – que significa varal em português de Portugal – já promoveu 30 exposições em cidades como Rio, São Paulo, Tiradentes, Curitiba e Lisboa, mas, neste final de semana, aporta em Juiz de Fora, com as exposições "Diabo a quatro" (hoje, na Praça da Estação), "O futuro a Deus pertence" (hoje, no Parque Halfeld), "Pé na jaca" (amanhã, na Praça Antônio Carlos) e "As paredes tem ouvidos" (amanhã, na Praça da Estação).

As ideias, segundo Ana Rodrigues, são impressas em tecidos e expostas para "degustação dos olhares curiosos com o mosaico de diferentes interpretações sobre o mesmo tema". Além dela, Daniel Chiacos, Maria Tuca, Stella Mello, Alfredo Alves, Juscelino Bezerra e alguns convidados fazem parte do grupo.

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Walter Firmo, curador de "O ‘pé na jaca’, aposta em desencontros e desordens para conquistar o público local. "Alguma vez você já pisou numa jaca? Então pise e sinta calafrios com o pé sujo e viscoso. Se desarrume e seja feliz!", recomenda Firmo.

‘Corredorzinho’

A criançada não fica de fora do Corredor Cultural. O parque do Museu Mariano Procópio (Rua Mariano Procópio 1.100) terá três apresentações do clássico conto "João e o pé de feijão": hoje, às 11h e às 15h, e amanhã, às 15h. O cenário ficará montado no entorno do lago. Logo na chegada, o público será recebido por um botânico, que explicará as fases de desenvolvido do feijão. Em seguida, os trabalhadores do mercado onde João é mandado pela mãe para vender a vaca da família convidam os espectadores para a feira. Eles oferecem às crianças feijões que seriam mágicos como os recebidos por João em troca da vaca. Os atores se revezarão na contação da história e, ao final, as crianças ganharão um ovinho de chocolate, representando o ovo de ouro, e um copinho com feijão germinando. No Parque Halfeld, o grupo Passarinhozinho e a Caravana de Palhaços divertem as crianças a partir das 9h de hoje. O Passarinhozinho também se apresenta hoje no Museu a partir das 16h.

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A equipe do Primeiro Plano Festival de Cinema e Mercocidades reservou uma experiência inusitada, com sangue, suspense e zumbis, para a madrugada de hoje para amanhã, no Corredor Cultural. Na "Noite do terror", agendada para a sala 2 do Cinearte Palace, serão exibidos dois longas do diretor capixaba Rodrigo Aragão: "A noite do chupacabras" (101 min, 2011), à meia-noite, e "Mangue negro" (104 min, 2008), às 2h. Uma nova faceta do audiovisual nacional, o cinema de gênero, segundo Aleques Eiterer, coordenador do Primeiro Plano, vem ganhando força no país, "muito em função de iniciativas como a de Aragão, que mostrou como é possível fazer um terror repleto de identidade nacional, sem abrir mão de efeitos especiais".

"É muito bom que tenha um evento como o Corredor Cultural para exibir filmes fora do horário convencional com o objetivo de reunir cinéfilos para ver e conversar sobre o tema", elogia Aragão. Seu próximo projeto, filmado no litoral próximo à aldeia de pescadores, em Perocão (a cerca de 10km de Guarapari), onde mora, vai se chamar "Mar negro", cuja previsão de lançamento é 2013.

A discotecagem do coletivo Vinil é Arte começa ao meio-dia na Praça da Estação, que recebe, às 16h, a apresentação do grupo Luis Leite 4teto (RJ). A cantora juiz-forana Sandra Portella lidera uma bateria formada só por mulheres às 19h30.

Acompanhado de Marcelo Caldi (acordeom), Luis Barcelos (bandolim) e Diego Zangado (bateria), o violonista Luis Leite escalou um repertório baseado em autorais, como "Alegria", "Esperança" e "Praça São Salvador", e versões para obras de Garoto, Guinga e Luiz Gonzaga, em homenagem ao ano do centenário do Rei do Baião.

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