
O Terno faz primeiro show em Juiz de Fora; banda está escalada para o Lollapalooza
Uma das principais apostas do rock alternativo brasileiro dos últimos anos, o grupo paulista O Terno se apresenta domingo à tarde, em São Paulo, no Lollapalooza, festival queridinho da galera indie que terá entre suas atrações Interpol, Jack White e até mesmo um medalhão da época em que “rock era rock mesmo”, o ex-Led Zeppelin Robert Plant. Para quem mora em Juiz de Fora e adjacências e não poderá ir até Sampa, a banda formada por Tim Bernardes (vocal, guitarra e piano), Guilherme d’Almeida (baixo) e o novo integrante Gabriel Basile (bateria) vem até a cidade para promover um “esquenta” do festival nesta quinta-feira, no Cultural Bar, em sua primeira apresentação juiz-forana. Além do Terno, os locais da banda Visco sobem ao palco, com o DJ Pedro Paiva, do coletivo Vinil é Arte, responsável pela discotecagem.
Segundo Tim Bernardes, o grupo vai apresentar as canções de seu mais recente trabalho, “O Terno” (2014), e mais algumas do disco de estreia, “66”, de 2012. Ele afirma, ainda, que a base sonora do trio continua a mesma após a entrada de Basile, que já vem se apresentando com eles desde fevereiro. “(A dinâmica) muda um pouco, porque cada um toca do seu jeito, mas a base é bem parecida. Os dois (bateristas) são inspirados em bateristas dos anos 60, como o Keith Moon (The Who). O Gabriel é incrível, muito bom. A partir de agora, com a criação de novas canções, pode ser que mude alguma coisa a partir do estilo dele, mas as músicas já escritas mantêm a mesma pegada.”
Com a experiência de quem já se apresentou em festivais de grande porte – como o Planeta Terra, em 2013 -, Tim sabe da importância da participação em um evento como o Lollapalooza mesmo que num horário ingrato (às 14h30 de domingo). “Acaba sendo uma vitrine a partir do momento em que você está no line-up, com seu nome nos cartazes espalhados pelo metrô, nas ruas. Há também o lance de tocar para uma galera que está lá para ver outro show e que passa a te conhecer. Muita gente nos conheceu no Planeta Terra. O próprio show em Juiz de Fora deve-se ao Lollapalooza”, destaca.
Com dois álbuns lançados de forma independente, sem contrato com gravadora, O Terno é uma das bandas da nova geração que aproveita o novo mundo digital para apresentar seu trabalho e se tornar conhecido, ainda mais em uma época em que as multinacionais da música sofrem para entender o novo cenário. Filho de um dos artistas que agitaram a cena paulistana nos anos 1980 e 1990, Maurício Pereira (ex-Os Mulheres Negras), Tim Bernardes sabe como é importante chamar a atenção do público e dialogar com ele por meio das novas ferramentas tecnológicas. “Foi uma escolha nossa disponibilizar os álbuns para download, mesmo tendo o disco físico para vender. Toda forma que pudermos usar para chegar ao público acaba sendo um investimento. É legal estar em uma cidadezinha no Nordeste, por exemplo, e ter a plateia cantando nossas músicas. A internet é uma opção para o artista alternativo, porque chega às pessoas mesmo sem gravadoras ou rádios executando nossas músicas”, defende.
“O TERNO”
Com banda Visco e DJ Pedro Paiva
Nesta quita-feira, às 22h
Cultural Bar
(Avenida Deusdedit Salgado 3.955 – Salvaterra)

